Nos acostumamos a dizer que o Brasil é um país abençoado por Deus porque aqui não convivemos com catástrofes como tsunami, terremotos de grandes proporções, furacões e erupções vulcânicas. Talvez por isso nos conformamos e não adotamos uma cultura de prevenção aos desastres naturais que atingem nossa população, causando mortes e danos materiais. Vitimados por enchentes, deslizamentos e a seca, os brasileiros teimam em agir na emergência, no pós tragédia. Não vemos uma ação eficiente de enfrentamento do problema, com políticas urbanas, econômicas, habitacionais e educacionais, que possam minimizar as consequências desses acontecimentos.
Apenas trinta e duas cidades brasileiras possuem algum equipamento para minimizar os riscos de desastres naturais. Isso equivale dizer que menos de dez por cento dos municípios no Brasil promove um efetivo e eficaz monitoramento de suas áreas de risco. A urbanização acelerada e mal planejada, as desatenções humanas com o meio ambiente e provocações técnicas à natureza, portanto, tornam mais vulneráveis as cidades com maior densidade populacional.
O que podemos concluir é que a natureza começa a cobrar seu preço dos habitantes do planeta. O que normalmente chamamos de “desastres naturais” vêm sendo cada vez mais frequentes, em razão da degradação que o meio ambiente vem sofrendo pela ação danosa do homem. A emissão de gases poluentes na atmosfera contribui para o aquecimento global, resultado do efeito estufa gerado pela derrubada e queimada das florestas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões.
Daí o questionamento quanto a afirmação de que esses eventos sejam considerados “desastres naturais”, uma vez que, na verdade, são provocados pelo homem. A natureza apenas reage. Muitos paises continuam resistindo ao cumprimento do Tratado de Kyoto, que determina o controle da emissão de gases e proibe a produção do carbono.
O homem tem que tomar conscciência de que deve viver em harmonia com o lugar em que habita, não poluindo e não destruindo a natureza. Do contrário estaremos decretando o fim do mundo.

