{arquivo}BARRA DE GRAMAME – Toda a comunidade universitária envolvida com a UFPB anda em tensão máxima com a alta expectativa em torno da nomeação pela Presidenta Dilma Rousseff da reitora da instituição, possivelmente da professora Margareth Diniz.
Até as ultimas horas, já se tinha o processo na Presidência da Republica para assinatura e publicação no Diário Oficial da União depois que a Bancada Federal da Paraíba no Congresso Nacional teria chancelado a nomeação da professora do CCS.
Embora o encaminhamento alcançado neste momento induza à expectativa de caso resolvido com a nomeação da professa Margareth, esta não é a projeção da outra metade da instituição – a que representa as candidaturas de Lúcia Guerra e Otávio Mendonça, que anda inquieta e já demonstrando aflição com este cenário.
Para rememorar, a professora Margareth venceu o primeiro turno com boa margem faltando pouco para liquidar a fatura já na primeira fase mas, como isso aconteceu projetou-se o segundo turno em tese seria entre ela e a professora Lucia Guerra.
Ocorre que o Consuni (Conselho Universitário) decidiu só fazer a eleição de segundo turno depois do fim da greve que, fora anunciada um dia depois do término do primeiro turno.
Ato continuo, a professora Margareth conseguiu sentença judicial mandado fazer a segunda fase três dias depois, o que se efetivou sem a participação maciça da comunidade universitária. Dados oficiais da UFPB dizem que 81% se absteve da votação – algo muito expressivo.
Mesmo sem a participação da comunidade, veio nova medida judicial mandando o Consuni fazer a lista com Margareth, Lucia Guerra e Luiz Renato – relação esta que foi enviada ao Ministério da Educação gerando o processo seguindo de apoio político granjeado pela professora e diretora do CCS, tanto do governador Ricardo Coutinho quando do PMDB e outras forças fazendo a situação chegar agora às vésperas de possível nomeação pela presidenta.
Na prática, em isto acontecendo vamos estar diante de uma cena inusitada de atropelos seqüenciados – isto em termos de processo democrático, sem um pio sequer do DCE, ADUF, Sindicato dos Funcionários, tudo dentro de uma lógica política que não enxerga o grave fato que foi ter a Autonomia da instituição solapada com aval de muita gente qualificada de apoio a Margareth e uma outra quantidade enorme exatamente silenciosa na outra banda da universidade.
É que a ordem judicial feriu a Constituição, a norma interna da UFPB que exige a consulta através dos três Conselhos da instituição e a própria recomendação do Ministério da Educação.
Não é difícil projetar que a UFPB pode enfrentar uma das maiores crises internas, em termos de representação política, com desdobramentos inimagináveis diante da nomeação nos termos e forma em curso.
Acompanhemos a tudo com as análises para clarear o cenário dos internautas.
EM TEMPO
A Coluna respeita e acata o entendimento lógico de que a professora Margareth Diniz consolidou liderança a partir do CCS em conexão com CCJ. Aliás, no primeiro turno normal ela deu demonstrações de força. Agora também.
Sua pressa, contudo, fez andar um processo com formato que só mais na frente ela vai entender como poderia ter evitado. Fere principios da Autonomia gerada por meio de uma luta histórica no País.
Tudo bem, que a força da Justiça pesa, mas nada substitui a liderança com legitimidade. Legalidade é outra coisa.
ÚLTIMA
“A folha do não me toque/
O medo da solidão…”
