{arquivo}RECIFE – O prefeito eleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, começou a semana com uma rotina diferente. Primeiro, durante toda a manhã, desligou os botões, os celulares e não deu espaços às agendas políticas de antes. Descanso foi a palavra adotada por ele devendo estender essa condição até a próxima segunda-feira. Com base nessa pauta vai viajar com a família para repor as energias.
De fato, ele precisará muito reforçar esta condição energética porque quando voltar vai ter um trabalhão do tamanho do mundo porque não será nada fácil acomodar tantas pretensões diante de um acordo de alianças expressivo.
A começar pelo conjunto das tendências e lideranças de seu partido, o PT, onde o que não faltam são expectativas de aproveitamento das pessoas, embora o tamanho da máquina não seja suficiente para abrigo de tanta gente.
Lembremos, antes de mais nada da equipe liderada pelo atual prefeito Luciano Agra e Nonato Bandiera, posto que foram parte importante do exercito montado para superar as artilharias e estratégias do maior adversário, no caso o time do governador Ricardo Coutinho.
Se esse contingente não fosse pouco ainda tem os demais partidos aliados – PP, PRB, PSC, etc, além de um monte de avulsos, ou seja, pessoas dedicadas à campanha desde os primeiros passos.
Sem dúvidas, este será o primeiro grande enfretamento de gestão política de Luciano Cartaxo – novo líder na cena política que deu demonstração de capacidade de articulação mas que agora vai precisar de mais prudência, jeito e competência de construir esta fase de engenharia muito especial.
Isto sem contar o processo de gestão em si das muitas áreas especificas – planejamento, saúde, educação, comunicação, etc – e os grandes projetos e linhas de ação do Governo a partir de janeiro próximo.
NOVA COMPOSIÇÃO POLITICA
Os bastidores do segundo turno em João Pessoa com a efetiva abertura de entendimentos entre o ex-governador José Maranhão e o governador Ricardo Coutinho abrindo, inclusive, espaços de negociação com o senador Cicero Lucena deve redundar em desdobramentos especiais na direção de 2014.
Assessores mais próximos dessas lideranças trabalharam conjuntamente em favor da candidatura de Cicero e se revezam na expansão desses entendimentos.
No PMDB, por exemplo, estrategistas ligados ao ex-governador já trabalham para o partido apoiar o governo Ricardo – embora haja resistência.
E RICARDO MARCELO ?
Esta é a incógnita peça do tabuleiro político na direção de 2014 porque como presidente da Assembléia Legislativa conquistou o apoio majoritário dos parlamentares e é coringa para várias posições.
Além de tudo é o presidente do PEN – novo partido que chega com 10 deputados sob sua liderança podendo construir projetos inimagináveis.
Se bem que, estrategistas ligados a ele já debandaram para construir a ponte com RC.
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“Só eu sei/ os desertos que atravessei…”