O salto extraordinário de Oswaldo Trigueiro Filho

                                   Para Lia Trigueiro (In memorian)

{arquivo}O auditório principal da Estação Ciência Cabo Branco ficou pequeno nesta sexta-feira para abrigar tanta autoridade por metro quadrado na posse do Procurador Geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro Filho, na presidência do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça. Fazia tempo, muito mesmo, que o topo da representação setorial do País não dispunha de um DNA paraibano.

São vários aspectos e fatores em torno de um só, a partir – repito – do fato relevante que se deu na ascensão de um Paraibano no comando de um seleto grupo de representantes de Procuradores de Justiça do País, mesmo em meio ao cuidado dele lembrar da harmonia com a outra entidade do segmento, esta representada pelos promotores de uma forma geral.

A posse representou a inserção do Ministério Público da Paraíba no topo nacional levando em conta o fator tempo, já que se trata de um jovem Procurador de Justiça, bem como a natureza da atual conjuntura em que o Brasil acompanha o desempenho do segmento federal no Julgamento do famoso Mensalão.

O esteio do Ministério Público, que é o zelo pela norma legal, teve na fala do novo presidente chamando para si a necessidade de todos manterem a unidade entre as várias instâncias do setor, da mesma forma que à base do diálogo defendeu que haja entendimentos mais freqüentes com a classe política sem perder o caráter vigilante da categoria.

Mas, é a chaga da corrupção o elemento de maior foco do novo presidente como de todo o Ministério Público porque neste componente se esvai além da ética bilhões de reais que deveriam estar em proveito de necessidades coletivas. Foi isso o que deixou evidente como pauta principal nestes tempos de ascensão paraibana.

Ora, se é certo que somente a vigilância permanente pode conter a sanha dos desvios públicos – que como unha qualquer corta, apara, mas se não manter o cuidado ela cresce naturalmente daí a missão precípua do MP para fazer o seu papel na sociedade.

Abstraindo valores conjunturais, a posse de Oswaldo Trigueiro enseja a projeção de que, em se mantendo nesta escala, não será absolutamente nenhuma novidade se em breve ele vir a ocupar o cargo de desembargador do Estado – algo muito comentado há meses nos bastidores do Poder Público, até porque não há concorrente em vulto e tamanho ao dele nesta jornada de agora.

O fato em si é que a Paraiba brilha com este fato coroado de êxito.
 

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