{arquivo}Tudo bem, sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas as duas decisões importantes a serem analisadas em cima do fato agora se sobressaem, pois têm força e desdobramento especial em se mantendo no nível em que está.
Pela ordem, como dizem os acostumados com as assembléias no bairro da Torre, a decisão do Juiz Fabiano Moura de Moura de manter o PSC com a candidatura de Cicero Lucena é fato relevante porque, depois do recurso posto, em se mantendo assim dá ao candidato tucano mais fôlego eleitoral, inclusive com tempo no Guia de rádio e TV.
Da forma que está, sem dúvidas é um trunfo especial para Cicero. Só que a matéria ainda cabe recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral, onde o diretório estadual liderado pelo ex-deputado Marcondes Gadelha insistirá na tese de que, com base em resolução do TSE – com inúmeras jurisprudências nos tribunais, inclusive da Paraiba, deve prevalecer a decisão do Diretório Nacional, que foi pela aliança com o PT.
Impressiona que até agora o PT e o PP em Campina não têm tido sossego com decisões judiciais na instância municipal, coincidentemente contra as duas legendas. O acaso ou coincidência tem levado os dois partidos e seus jurídicos a buscarem medidas mais fortes, segundo dizem nos bastidores.
Mas, o fato é que Cicero vai hoje ao debate com uma informação importante neste fase da campanha, embora precise aguardar pelo Pleno do Tribunal Regional, onde reside a esperança do PT e do candidato Luciano Cartaxo.
NA UFPB, O PROBLEMA SE ACENTUA
Na análise produzida na madrugada de hoje, já advertíamos: a professora Margareth Diniz corre sérios riscos de não se consolidar como dirigente máxima da UFPB porque suas estratégias, embora fortes, estão em dissonância com as regras básicas da instituição e, em face do ímpeto e da pressa, está queimando etapas que pode lhe tirar do páreo.
Expliquemos: o resultado do CONSUNI implicando em 22 a 16 votos contra a homologação da consulta de segundo turno, onde nela só houve a participação de Margareth, demonstra claramente que, se depender das instâncias superiores da UFPB, ou o processo se enquadra dentro das normas previstas – inclusive a eleição somente depois do fim da greve dos professores – ou se ela insistir na judicialização, vai perder tempo e correr riscos da lista tríplice não aceitar a consulta do mês passado.
Tem mais: quanto mais mexer com a Justiça Federal mais passa o tempo até fazer os três Conselhos definidores da Lista Tríplice até poderem ignorar a consulta porque esta só envolveu 11% da comunidade universitária, logo não tem legitimidade política nem embasamento das regras internas da instituição.
Se tudo isso é verdade, só resta uma saída para a professora Margareth. Primeiro precisa deixar de arrotar para fora da UFPB que já é Reitora, pois o CONSUNI disse que não é; segundo, se faz necessário estancar rápido o processo na Justiça Federal e, terceiro trabalhar para ver os docentes de volta ao trabalho com realização de, aí sim, uma disputa de segundo turno com a participação de, no mínimo, 70% dos professores.
Se ela não cuidar disso rápido, vai vir a reunião do CONSUNI, CONSEPE e Conselho Curador para a definição da lista tríplice e ela pode estar ao lado ou diante de quem tenha chances de emplacar no Ministério da Educação, se continuar com os erros processuais porque a Consulta é um Pacto entre direção e comunidade universitária, agora quebrado com a crise e a judicialização.
Em síntese, o Ministério pode ter uma lista diferente das pretensões da professora Margareth, mesmo ela sendo líder de parte da comunidade.
Ou ela se enquadra ou se enquadra. Não há espaços para imposições fora do âmbito das instâncias deliberativas da UFPB.
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