A delimitação dos espaços entre PT e PSB

{arquivo}A impressão predominante, depois do jantar ontem à noite entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos é de que os dois partidos caíram na real e sabem que enfrentamento fraticida como se desenhava não é bom para nenhuma das partes, a partir da disputa municipal onde há escaramuças entre as duas legendas por interesses conflitados.

No mundo animal – permitam-me a comparação silvestre, os cães delimitam seus espaços com urina. As demais espécies compreendem tanto essa regra que poucos são insensíveis e capazes de furar o cerco porque é guerra na certa.

Mal comparando, depois das turbulências registradas em Belo Horizonte e, sobretudo, Recife ficou evidente que o confronto entre PT e PSB sinalizava para uma ruptura em nível tal capaz de já agora se transformar em motivo de guerra entre eles desembocando em 2014 – condição que a Oposição torce a cada dia para se efetivar – no caso o confronto PSB – PT.

Primeiro, Dilma e Eduardo coadjuvado por Cid Gomes, entenderam que a questão nacional, de governabilidade sobretudo, não pode estar à mercê do confronto municipal. Bom para as partes porque preservam a perspectiva de se tocar os Governos,apesar da disputa e dos amuos.

Segundo, cada um percebeu o tamanho do estrago que poderia e pode fazer ao outro se tivesse em curso o enfrentamento para valer no nível do que projetava antes do jantar desta segunda-feira, 9 de Julho – data da revolução de 1932, em São Paulo.

Lá, no bairro da Torre, os meninos letrados costumam dizer que quando acontece uma cena assim como a de Dilma e Eduardo é porque houve um freio de arrumação na hora certa porque a marinete (o ônibus, etc) estava com uma composição desigual com muita gente atrás, menos na frente – e só com um sopapo advindo do freio as coisas ficam no seu lugar.

É tudo como um sinal de que eles não querem ir para o confronto pra valer, pelo menos neste momento.

Pode ser que não tenha nada a ver com o que vou dizer, mas outra impressão é de que eles estiveram sintonizados numa perspectva de futuro segundo a qual ele, Eduardo, tem idade para chegar a 2018 para a grande disputa presidencial porque até lá a manutenção com o PT pode gerar a ocupação de outros espaços de relevância na cena nacional. Mesmo gerando furor no PMDB, mas a Vice é uma possibilidade.


Sabidos, heim! Mas pode ser que seja outra a intenção futura do governador de Pernambuco.

A fala de Eduardo Campos

Leiamos o que dsse o Lider nacional do PSB:

Entendemos que a parceria nacional, para tocar em frente o Brasil, é maior do que as eleições municipais. Temos que saber conviver com essa diversidade no campo político. O povo é que vai se posicionar com o seu voto.

João da Costa joga a toalha

Havia a expectativa de que o prefeito de Recife, João da Costa, criasse mais problemas com a candidatura de Humberto Costa, do PT, por ter sido preterido.

Fontes próximas a ele nos garante que não, ele não vai entrar com medidas judiciais, etc.

Agora é saber se ele se engaja ou não na campanha. Paulo Frateschi, do PT nacional,  nos informou que esta possibilidade existe.; Tem muitos bombeiros em cena.

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“Na terra de cego/ quem tem um olho é rei…”
 

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