Eleições na UFPB: primeiros movimentos

{arquivo}Quando segunda-feira chegar, o processo eleitoral na UFPB já na fase de segundo turno constatará o que o Portal WSCOM antecipou neste domingo de sol no litoral nordestino: o professor Otávio Mendonça, também candidato no primeiro turno da disputa universitária, anunciará seu apoio à candidatura da professora Lúcia Guerra. Este é um fato muito especial porque a eleição na nova fase certamente disporá de uma nova estrutura e realidade, mesmo registrando-se o potencial e desempenho de Margareth Diniz no primeiro turno.

A decisão do professor com militância e liderança a partir do Centro de Educação acontece num momento de certa simbologia porque, em tese, imaginava-se que a candidata Margareth Diniz pudesse atrair o apoiamento dos demais candidatos em face de sua votação mas não é isto o que está acontecendo. Ele obteve 4,25% dos votos e é personagem importante na conjuntura.

O posicionamento de Otávio Mendonça tem como base central, afora as questões internas da UFPB, sua discordância da participação e influência do governador Ricardo Coutinho com quem conviveu até a campanha de 2010 como um dos principais apoiadores mas que resolveu romper por discordar dos métodos e encaminhamento das políticas do líder socialista.

Aliás, pelo tom do que tem sido debatido nos bastidores do segundo turno, a interferência de RC será um dos principais motes dos debates e da exploração da militância até porque a comunidade se surpreendeu com o volume de estrutura disponibilizado, segundo denúncias chegadas à Comissão Eleitoral, pela máquina do Governo.

Afora Otávio, se faz pertinente acompanhar e saber como se posicionará o professor Luiz Renato – este com reunião programada para esta segunda-feira quando seus apoiadores devem tomar decisão sobre o que fazer neste segundo turno.

Sabe-se que Luiz Renato tem sido procurado pelas duas chapas, mas sofre implacável pressão do governador e Cia para aderir à candidatura de Margareth Diniz.

Só que neste caso há outros valores a serem levados em conta, principalmente a conjuntura interna de representação docente porque a ADUF presidida por Ricardo Lucena, atual presidente da entidade, tem na chapa de Margareth Diniz exatamente os principais adversários adufianos liderados por Flávio Lúcio, representando o Proifes – o que na prática significa dizer que água e óleo não se misturam na sua essência.

Este certamente será um fator decisivo devendo levar os docentes ligados à Aduf a ficar com Lúcia Guerra ou em posição de neutralidade – o que significará não voto em Margareth.

A nova eleição só está começando com projeção de lances espetaculares registrando como pano-de-fundo a interferência do governador Ricardo na eleição da UFPB na proporção inversa de uma reação que pode gerar uma novidade especial no rumo da instituição.

É só o começo e vem mais novidades por aí.
 

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso