Quando vamos reinventar nosso Centro Histórico ?

{arquivo}Volta e meia volto a insistir em provocar Governos, entidades e sociedade sobre a imperiosa necessidade de se despertar para o Centro Histórico de João Pessoa como meta imprescindível no desenvolvimento sócio – econômico, entretanto me impressiona a falta de iniciativa, a letargia que toma conta de todos, como se tratar de nossa base primeira enquanto história fosse coisa do outro mundo.

Não é e não pode nosso tão importante acervo estar à mercê de ações pontuais, ali ou acolá sem consistência de mérito focado muito mais do que na preservação, que já seria muito, mas fundamental na construção e incentivo da economia criativa – hoje tomando conta dos principais centros e debates.

Precisamos gerar ações coligadas com real comprometimento da iniciativa privada para sua ocupação de negócios, dos organismos de habitação visa recompor a ocupação urbanística e gerar vida com necessidade paralela de que os Governos ajam como prometido, independentemente do humor de plantão ou de quem quer que seja.

Sem o Centro Histórico motivado, reaquecido na economia – agora com outros nichos de negócios porque é inadequado vender apenas produtos ignorando os serviços no ambiente da hotelaria, bares, restaurantes, TI, produção cultural, propaganda, shows, eventos, etc mas só funciona se tiver ação sistêmica, que não há algum tempo – isto sem querer responsabilizar A ou B da vida política.

Falo (escrevo) com conhecimento de causa porque estamos com empreendimento (WSCOM, Revista NORDESTE, etc) com sede em pleno Centro Histórico convivendo com a falta de uma política arrojada de reaquecimento econômico na área, enquanto nos deparamos com tantas iniciativas em estados e cidades vizinhas.

É o que, por exemplo, está acontecendo neste momento na interação entre Pernambuco e Holanda – 300 anos depois da expulsão dos holandeses. E, olhe, que temos a influência da dominação holandesa em nossa formação, assim como com espanhóis, portugueses e não sabemos recompor esta interatividade cultural e de negócios.

Recife e Amsterdã tentam resolver problemas semelhantes

Deu no Diário de Pernambuco. “Nosso estado e Holanda já compartilharam a mesma história. No século 17, entre 1630 e 1654, os holandeses ocuparam o Recife e realizaram aqui obras de engenharia e arquitetura que se tornaram marcos do desenvolvimento urbano da capital. Mas não apenas a história é um ponto comum.

As principais cidades, Recife e Amsterdã, guardam a semelhança de terem sido erguidas sobre as águas de rios, manguezais e pântanos. Mais de 300 anos após a expulsão dos holandeses, Recife e Amsterdã voltam a se unir. Dessa vez, para aprender juntas. Há quase dois anos, arquitetos urbanistas das duas localidades vêm discutindo propostas urbanísticas para atender necessidades de cada uma delas.

Para o Recife, essa é a oportunidade de conhecer com detalhes as armas que os holandeses usaram para superar os momentos de caos urbano a ponto de tornarem-se referência mundial em mobilidade, gerenciamento de recursos hídricos e preservação do patrimônio histórico. Enxergar a cidade como um conjunto e delegar seu planejamento ao poder público deram bons resultados em Amsterdã e podem repetir o êxito aqui.

Profissionais holandeses estiveram na capital pernambucana, no fim de abril, para conhecer os problemas locais e concluíram que o atual momento do Recife é parecido com a crise urbana vivida por eles no pós-guerra, em 1945. A partir da década de 1960, Amsterdã ainda estava destruída, os contrastes sociais eram fortes, os rios e canais estavam poluídos e a população parecia sem rumo.

Os países, no entanto, receberam recursos para serem reconstruídos e precisaram gerenciar esse desenvolvimento. O urbanista da Fundação Joaquim Nabuco, Cristiano Borba lembra que, por pouco, os holandeses abandonaram o sólido conceito de planejamento em prol de ações imediatistas”.

Trocando em miúdos, quando vamos ter esse nível de interação e comprometimento gerando perspectiva de desenvolvimento sustentável, certamente não sei porque o imediatismo é o que acaba vingando.

DADOS QUE INCOMODAM POR SEREM O QUE SÃO

{arquivo}O Governo Ricardo/Agra completa em dezembro oito anos de mandato. O então prefeito, hoje governador, transformou-se na nossa grande esperança de que, enfim, teríamos uma aplicabilidade de medidas em vários níveis para aquecer a economia e ampliar o grau de preservação e, mais do que isso, melhor envolvimento da sociedade com o nosso Centro Histórico.

Vínhamos de uma ação real produzida pelo ex-prefeito Cicero Lucena acabando com o Lixao do Róger, deflagrando a ocupação do Varadouro a partir da Praça Antenor Navarro, ainda a transferência da sede da Prefeitura para o prédio central dos Correios, diante de um calendário de eventos e shows a imaginar-se que RC/Agra faríamos muito mais.

Proporcionalmente não fez – atesto com tristeza e veja que Ricardo assumiu o Governo do Estado, estamos há 16 meses de gestão, o Secretário de Cultura é Chico César co-adjuvado por Milton Dornelas, agora Lucio Vilar, mas dói aos que têm vinculo as lutas do CH atestar o saldo do que temos.

Reconheçamos a ação no Ponto do Cem Réis, que aparentava mais sistêmica, mas serviu muito para fulminar com as atividades na Praça Antenor Navarro, tem a recuperação de excelente nível da Praça Rio Branco, o inicio das coisas no Pavilhão do Chá e só.

Em síntese, estamos frustrados porque a promessa foi mais alta do que o santo prometia. Lá na Torre há até quem diga, “se apareceu como santo é pau oco”.

De sorte é que precisamos reaquecer seja como e com quem for. URGE.

ÚLTIMA

“Não diga que a canção está perdida/

tente outra vez…”

 

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