Causas e efeitos da nova Pesquisa na Capital

A pesquisa do Instituto Consult publicada neste sábado no jornal Correio da Paraíba expondo a liderança do ex-governador José Maranhão com 27,6% das intenções de voto estimuladas seguido pelo senador Cícero Lucena (20,4%) e o deputado estadual Luciano Cartaxo (10,4%) diante do desempenho pífio dos candidatos de Situação tendem a intuir que, em plebiscitando a disputa como quer o governador Ricardo Coutinho, a projeção é de vitória oposicionista em qualquer cenário.

Este aspecto de tornar a eleição de 2012 num fator Plebiscitário – a favor ou contra o governador – prova que os nomes em torno de RC (Estelizabel, Nonato Bandeira e até o ex-quase-futuro Luciano Agra) não conseguem deslanchar porque a tática posta prova que há um desgaste intenso em torno do chefe do executivo a puxar para baixo sua candidata preferida.

É este um dos fatores que pode explicar o desempenho muito bom do ex-governador José Maranhão na primeira pesquisa – mais do que o senador Cícero Lucena, que é na prática o maior inimigo político do governador na base eleitoral de João Pessoa, abrindo espaços especiais para um nome que cresce e se mantém no páreo, ou seja, de Luciano Cartaxo.

A impressão é de que diante do desgaste exposto a partir de acusações mútuas entre o esquema RC e o senador Cícero, a tendência maior incide sobre Maranhão por ter um Recall advindo dos 3 mandatos de Governo e 1 no Senado sem nenhuma acusação grave a afetar sua imagem, mesmo com a reprovação das contas no TRE – aliado ao fator experiência, ao que tudo indica.

Ninguém ignore ainda o desempenho de Luciano Cartaxo que, apesar da guerra fraticida vivida há 25 dias atrás internamente no PT, consegue estar com uma performance de razoável para boa – isto sem a possibilidade de atrair outros partidários e, se conseguir, juntar a outra parte petista onde algumas figuras relevantes como Benilton Lucena já estão engajadas no novo cenário – serão apoios a projetar crescimento futuro. Em tese é prevcisivel dizer que ele tem chances de crescer mais.

Em sintese, Luciano é fator novidade da atual conjuntura.

Já o desempenho da pré-candidata Estelizabel com 7,7% e Nonato Bandeira com 2,4% traduzem um conjunto de intenções que mesmo juntos redundam em pouco mais de 10% – e este é um percentual abaixo da expectativa porque geralmente o Governo pode chegar a ter 20% das intenções. Em síntese, os dois nomes de Situação têm tido a exposição máxima nos veículos de comunicação mas, a baixa densidade eleitoral de cada um mais a proximidade com o governador os fazem sem chances de vitória a dados de hoje. Mas o desempenho de Nonato chama atenção.

Há ainda Italo Kumamo com 1,7% e Geraldo Amorim (1,0%) fechando a projeção de intenções de voto levando a crer que, em havendo maior exposição, logo eles – especialmente Ítalo tende a crescer mais. Olhem, por exemplo, que Kumamoto está próximo de Nonato (2,4%) sem 1 décimo da exposição do líder do PPS.

A síntese de tudo é que de hoje até outubro – será o tempo que o governador disporá para superar essa tendência de vitória da Oposição na Capital devendo este cenário se reproduzir em muitas outras localizações Estado afora.

O “ESTRAGO” DO PLANO AGRA

Dos nomes do Governo, a pesquisa diz que o nome do prefeito seria o mais eleitorável, porque mesmo na espontânea apareceria com 8% das intenções de voto muito acima de Estelizabel com 2,3%.

Só que, mesmo agora, o estrago feito na alternativa Agra é tamanha que não consegue mais recuperar a Unidade em torno de mais de 1 dezenas de partidos e, decididamente, não terá mais o apoio do PT – fundamental, agora sem chances de reaver.

A síntese é de que o capricho pessoal do governador, a sua postura absolutista de conduzir as relações no partido e no grupo aliado gerou um caminho sem volta de um desmantelamento político a lhe projetar muitas dores-de-cabeça de agora em diante.

E não estancará depois da possível derrota em outubro deste ano.

Cícero mantém liderança

Os números da pesquisa mostram que o senador Cícero Lucena se mantém como performance de importância na cena política sendo favor decisivo na disputa, sobretudo quando se projeta segundo turno.

Como tem margem de erro no trabalho de agora, Cícero está quase que em empate técnico com Maranhão.

Luciano nas classes especiais

A pesquisa aponta que o pré-candidato do PT tem a preferência e/ou liderança dos que tem escolaridade, os mais letrados, e os de melhor rendimento econômico.

São os componentes dessas classes quem pode decidir rumos e influências na disputa.

O PREÇO ALTO DO DEM


O resultado de todo o cenário posto constata a omissão do DEM na disputa mais importante do Estado, mesmo tendo nomes com chances de fazer existir a legenda com visibilidade positiva – vide Efraim Filho e Major Fábio-, e que já foi decisiva nos tempos idos, mas se mantém acuada, sem o vigor de antes.

O senador Efraim Morais precisa ficar advertido de que a submissão a que está relegada o DEM pode afetar até mesmo projetos próximos a ele no futuro porque, ao que parece, se forem verdadeiras as informações de tratamento dos integrantes Democratas pelo Governo, não tem valido a pena tanto desgaste pela inanição.

O DEM já diferente para cima

FALTA O FATOR REJEIÇÃO

A pesquisa Consult não expôs na edição deste sábado outro componente fundamental no exame dos números e das perspectivas de futuro próximo, que é a taxa de rejeição dos pré-candidatos.

Quem acompanha as campanhas políticas sabe que este é um fator decisivo em cenários de segundo turno porque quem tiver maior índice de rejeição enfrenta maior problema para atrair os votos necessários à consolidação da vitória.

Sem esse dado, a pesquisa estará incompleta perdendo parte da sua consistência.

ÚLTIMA

“Esse jogo não vai ser um a um…”

 

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