A saúde, a campanha da Igreja e Adalberto Fulgêncio

Os Bispos da Igreja Católica da região Nordeste 2 protagonizaram, ontem, durante o lançamento da nova Campanha da Fraternidade, comumente anunciada na Quaresma, um compromisso especial em favor da sociedade brasileira ao expor a Saúde e seus problemas como prioridade do tempo presente.

No Teatro Paulo Pontes, em meio a um público eclético e conduzido pelo Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, a Igreja Católica colocou na pauta principal, na ordem do dia, a necessidade premente dos Governos de uma forma geral tratar da saúde com eficácia no tratamento, sobretudo prevenção, da vida popular. O Nordeste, especialmente, ainda é palco de estatísticas gritantes a depor contra nosso sistema público de saúde, mesmo com avanços registrados ali ou acolá.

Por isso, a fala de Dom Aldo no lançamento da Campanha serviu de novo alerta, oportuno e indispensável, a fustigar – tomara, todas as ordens distintas de Governos (federal, estadual e municipal) porque urge a consolidação de políticas e estruturas capazes de amenizar e sarar a dor de tantos irmãos / fiéis estados a fora. 

A Igreja Católica cumpre com mais este ato de inserção social, seucompromisso de exprimir a vigilância e cobranças aos Poderes. 

Na noite de lançamento, chamou – me a atenção duas outras falas: a do senador Cássio Cunha Lima cobrando do Governo Federal a definição de um percentual fixo possível do Orçamento da União para com a Saúde, no embalo de uma análise em que defende uma repactuação do Federalismo, ou seja, uma melhor composição entre União, Estados e Municipios.
 A outra, mais impactante pelo fato inovador a relatar, diz respeito aatuação do diretor do Ministério da Saúde, Adalberto Fulgêncio, na condição de representante do Sr Ministro Alexandre Padilha na solenidade – com desenvoltura tamanha e bem concatenada, que fez gerar o sentimento de pouca falta de Padilha como protagonista principal do lançamento.

Adalberto Fulgêncio, paraibano, da Funasa e ex-presidente estadual do PT, mostrou domínio soberano da fala, dos conceitos sobre a saúde, o envolvimento popular, as responsabilidades dos governos – em especial do Ministério da Saúde, tudo dentro de uma disciplina e narrativa a concatenar o contexto social com o religioso representado pela Igreja Católica.

O representante do Ministro teve tanta categoria quanto teria o titular da Pasta ao apresentar dados que comprovam uma nova mentalidade no trato da saúde no País, mas buscando a responsabilidade de todos, especialmente dos Governos, que precisam cuidar melhor da forma de tratamento das pessoas comuns deste País, mais do que gestão e financiamento do sistema.

Didático, Adalberto mostrou com dados convincentes que o MS age na fase Lula/Dilma com domínio estatístico dos problemas apontando mecanismos e estruturas, através do SUS e dos vários programas, para prevenir e/ou tratar das doenças e dos problemas continuados da saúde. 

Como disse, certamente Alexandre Padilha tem histórico e desempenho a ilustrar qualquer ambiente de reflexão e debate também no campo da saúde pela formação sanitarista, mas no cenário da Campanha da Fraternidade Adalberto fez com que o plenário não sentisse a falta do Sr Ministro.

Umas & Outras

…O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, já foi mais educado nos ambientes sociais. Ultimamente, não se sabe porque, anda precisando usar os principais da educação caseira.
…O deputado estadual João Gonçalves virou papagaio de pirata do prefeito da Capital. É feio.
…O governador Ricardo Coutinho não foi à solenidade de lançamento da Campanha da Fraternidade. A Primeira Dama Pâmela Bório o representou.
Novidade no cerimonial, porque até tempos atrás era um Secretário, geralmente da Casa Civil, quem cumpria esse papel.

ÚLTIMA

“O olho que existe / é o que vê…”

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