A lista pró – Estelizabel: significado, tamanho e futuro

{arquivo}O tempo carnavalesco em voga acabou servindo de ambiente e mote para que conhecêssemos outro movimento produzido pela pré-campanha de Estelizabel Bezerra, agora envolvendo a turma Cult em torno dela e de seu projeto político para a cidade de João Pessoa. A síntese esperada é: manter o que começou em 2004, mas já sem menção aos Girassóis e ao Coletivo.

Se reparar direito, na lista de agora há um volume (quantidade) de nomes chegando ao tamanho do que havia se registrado na disputa do governo em 2010. Tem gente expressiva, é verdade, mas a lista não impressiona nem registra avanço algum da versão anterior.

Sequer atrai muita gente expressiva noutra dinâmica ao longo dos últimos trinta anos de políticas culturais no Estado e na Capital nas diversas e tantas áreas (música, teatro, artes plásticas, cinema, etc) com poucos avanços, se levarmos em conta a produção, histórico e resultados de outras plagas, como Recife – enquanto cenário fomentador de movimentos, investimentos e interferência na cena cultural do Nordeste.

Não foram poucos os tantos, inúmeros, incontáveis nomes de força da cultura pessoense se mantendo distante da turma de Ricardo (E JÁ FORAM CÚMPLICES DELE).

O Manifesto fala de investimentos na Cultura, circuito de praças, oficinas e eventos (shows populares): esta é a essência do que consideram grandes avanços.

Se esta é a base central do Saldo de 8 anos de gestão cultural socialista será preciso afirmar que os esforços não conseguiram sair do circulo oriundo de movimentos reivindicatórios como o Fala – Bairros advindo do Musiclube daí, e como inspiração, manteve a exclusão de todos os que não comungam ou nunca tiveram convivência real com essa gente.

As políticas socialistas tiveram retração de convivência com muitas iniciativas da cidade, a começar pelo Folia de Rua – para citar o tempo presente de Carnaval – gerando uma relação complicada, asfixiante e sem oferecer apoio concreto aos blocos, artistas, etc, que tanto viveram de expectativa frustrada pelos atuais homens e mulheres no Poder. Até acabar com a festa na Praça Antenor Navarro – o Governo Socialista conseguiu fazer, mesmo com a resistência espontânea das varias gerações.

De fato, Estelizabel tem um elenco de eleitores / apoiadores ( muitos deles funcionários e/ou assessores, através de gratificações) que se expressa como grupo expressivo, mas se depender do que está posto no Manifesto a cidade precisa repensar e rediscutir, inclusive com os Socialistas – melhores formas de políticas culturais e de convivência porque o saldo atual de fato está muito aquém.

E, olhem, que na lista tem gente de valor.

Voltaremos ao tema.

ÚLTIMA

“…A gente não quer só comida/
A gente quer comida/
Diversão e arte…”

 

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