2012 começou registrando logo cedo movimentos de setores organizados da sociedade, como se dá na Educação, projetando enfrentamentos e desgastes a partir da decisão do Governo do Estado de fechar dezenas de escolas em todo o território estadual.
O Governo alega que os estudantes serão remanejados para outras escolas mas, independentemente de estratégias de redução de custos, é inimaginável supor que a medida adotada, e/ou em curso, possa apresentar melhores resultados porque a projeção básica é inversa, ou seja, tende-se a imaginar que precisamos de mais salas e não reduzi-las.
O fato é que o Governo está restringindo o acesso à sala de aula, mesmo num estado em que o analfabetismo está a exigir medidas mais conseqüentes de expansão da rede de ensino, portanto, a estratégia posta em prática fere o bom senso e instiga setores da sociedade ao protesto em busca de reversão da medida.
Se é assim a apreensão se faz ampliar com a adesão de outros setores organizados porque em tese todo o arcabouço da estratégia imposta gera a sensação de retrocesso, o que é muito triste e lamentável.
A Escola Santa Júlia
Devo em especial à Maria Júlia (minha mãe in memorian) a aplicação para oferecer a mim e a Duda a educação como forma de construir no futuro de superação. Sou dos que em toda a minha vida sempre estudei em escola pública, exceto os primeiros passos com Professora Nini, na Maroquinha Ramos.
Nesta segunda-feira fui tomado de uma informação dolorosa, isto é, que o Colégio Estadual de Santa Julia, ao lado da Igreja, comandado pelo saudoso Mestre Luiz Pontes fora também fechado pelo Governo do Estado.
Para mim é um “crime” e golpe na mais importante ferramenta de ser gerar cidadania, a Educação.
