Afinal, o PT terá ou não candidato na Capital?

Justiça seja feita: no mundo partidário do Brasil não há uma legenda com mais intensa estrutura de debate interno como o Partido dos Trabalhadores nivelando do mais importante filiado ao anônimo do campo ou da cidade. Suas instâncias de decisão são respeitadas (?) de forma singular, se comparadas com outras de outros grandes partidos. Isto é especial e faz do PT o que todos sabem de cor.

Teses à parte, há PT e PT – ou seja, precisamos entender cada célula estadual ou municipal para compreendermos o futuro da própria legenda, de suas lideranças e das sociedades (estados, municípios, etc) diante das disputas existentes ou projetadas.

Neste particular, vivemos em João Pessoa uma situação “sui generis”, onde a direção municipal briga feio para manter a aliança com o candidato do PSB e a direção estadual, ainda com apoio de setores municipais, trabalha intensamente para o PT ter candidato próprio, não só na Capital, mas nas grandes e médias cidades.

O argumento da turma de Luiz Couto/Julio Rafael e Cia para fincar pé pro Luciano é de que se trata de um partido aliado (e ainda o é) e por isso o partido está ocupando espaços na gestão socialista. Não há publicamente nada a mais do que essas “justificativas” para reforçar a posição defendida pelo presidente municipal, digno Antonio Barbosa.

Mas, cá para nós, existem sim outras motivações a levar esse agrupamento e tendências à luta por esta aliança: a estrutura de emprego e serviços aos aliados mais chegados. Tudo o que um dia fez a outra banda quando estava no Governo Maranhão. Impressiona como o Poder deixa muita gente má acostumada e dependente dos cargos comissionados.

Tem mais: o PT municipal vive a contramão do debate interno a partir do nacional porque o PSB com as ações avançadas de Eduardo Campos já é tratado de outra forma porque se estrutura para enfrentar o PT nos embates a partir de 2012, como se dará, por exemplo, em Recife – onde o petismo governa.

Além desse importante dado, as instâncias Nordeste e Nacional do partido já decidiram – segundo documento publicado no WSCOM – inserir a cidade de João Pessoa entre as cinco capitais prioritárias na disputa de 2012 daí a tendência de consolidação da pré-candidatura existente, no caso do deputado Luciano Cartaxo.

Aliás, é incompreensível ver setores do PT atrelados e dependentes de interesses particulares e localizados em detrimento da priorização das grandes lutas partidárias, onde uma delas se reveste de cabedal indispensável, que é disputar as grandes cidades.

O PT tem história, condições e capacidade de inovações com resultados e dispõe de nomes à altura, a exemplo de Luiz Couto e Luciano Cartaxo, embora o tempo de agora e para frente se alinhe mais e melhor com o parlamentar estadual, ex- vice governador e com desempenho qualificado no debate legislativo na Assembléia e quando da Câmara.

Se é assim, afinal quando o PT retomará a soberania dos projetos coletivos arquivando a subserviência dos interesses localizados?

Ainda voltaremos ao assunto.

Além do Cartão de Natal

Registro e retribuo com distinção três Cartões de Natal enviados pelo Governo do Estado à nossa empresa extensiva a todos os que fazem o Grupo WSCOM.

“2012 – com a força da gente” diz a mensagem de capa inserindo como complemento o texo que acrescenta: “Este é o tempo do trabalho com garra, comprometimento e particiapação. Juntos nós construimos a Paraiba que queremos ser”.

Esta é sintese. De nossa parte, além do agradecimento, se renova a esperança e dedicação para que avancemos maximamente, se possivel abrigando os excluidos que são tantos Estado afora marcados pela desatenção historica a merece solução.

Como diz Nelson Coelho “pra frente é que se anda”.

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