Onde o Governo acerta e erra

O governador do Estado, Ricardo Coutinho, fez uma abordagem nesta segunda-feira sobre a área de saúde que merece reflexão. Ele.como oriundo da área farmacêutica, dispõe de dados genéricos para tratar da questão, embora sua análise seja fruto de uma visão especifica de um Governo socialista em si diante de todas as nuances do setor, inclusive envolvendo a classe médica, os profissionais da saúde – esta última parte fora do processo de entendimentos.

Ricardo acerta quando diz que o problema do setor não se dá pela falta de hospital, “mas pela organização de uma rede hospitalar e estruturante” daí estar projetando mais quatro novos hospitais nas diferentes regiões do Estado. Em parte, de fato é isto mesmo.

Dentro desse espectro estrutural, ele previu que dentro de um ano ou um ano e meio, a Saúde na Paraíba estará mais organizada. “Perfeita não vai estar, por que nada que tenha a mão humana é perfeito, mas estará com certeza mais organizada, mas racional, mas humanizada”.

É nesta análise final que nos fixamos a partir de agora para efetivamente considerar desproporcional o que ele diz e faz, por exemplo, na relação com os profissionais da área porque sem tratamento adequado, “humanizado” como ele insiste em dizer certamente que a obra de pedra e cal não dará o resultado que signifique na ponta o atendimento decente aos que mais necessitam.

Neste particular, identificamos poucos avanços na relação do governador com as diferentes classes, sobretudo quando, ao invés de gerar uma Pauta negociada especialmente com a classe médica e suas representações insiste em adotar uma série interminável de convênios com organismos externos à organização do setor , muitos deles advindos de outros estados.

Não que haja ilegalidade, como se preceitua, na opção buscada quando se estar buscando solução para resolver os casos mais graves, entretanto, é contrário gerar toda uma estrutura paralela sem inserir no processo de construção as categorias e suas representações do próprio estado.

Um dia, enquanto houver tempo, alguém haverá de explicar ao governador que ele gerou um fosso enorme neste processo de relacionamento com a classe médica e demais profissionais da saúde, mas precisa admitir que sem diálogo jamais conseguirá implementar um projeto de reforma profunda como alardeia nos discursos.

Ou dialoga ou dialoga – porque toda outra alternativa é sinônimo de conflito mais na frente – situação essa que só atinge os mais necessitados.
 

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