O fim-de-semana do governador Ricardo Coutinho foi marcado por sua presença em Cajazeiras reunindo uma expressiva platéia durante o aniversário da cidade para anunciar medidas no campo do Cooperar, Empreender, etc, cujo foco foi a zona rural cajazeirense.
Ninguém pode ignorar a importância do aporte de mais recursos, mas o tamanho da oferta esteve aquém do que esperavam aliados seus, conforme relato por telefone.
Ora, se lideres políticos ligados ao governador admitem falar nos bastidores de que há ruído na convivencia do chefe do executivo com as bases no Interior do Estado, é de se supor que a queixa não parece ser exclusiva de Cajazeiras.
Só que, eis a grande questão, a conjuntura aponta para a constatação de que o governador criou a imagem beligerante – de mau humor mesmo, tanto que calejados lideres políticos se queixam nos bastidores, mas não têm coragem de abordar Ricardo temendo ser mal entendido e mal tratado.
Como ouvi varias vezes, vem se consolidando entre a base dos aliados do governador o sentimento de que ele faz questão de provocar e manter um clima de guerra no trato das ações, tanto que ninguém ousa mais dizer as verdades para despertar enquanto há tempo ajustes de posicionamento porque, do contrário, tudo desaguará em 2012.
Aliás, neste fim-de-semana algumas pessoas do Coletivo diziam – nos em conversas diferentes que a cultura de fato predominante é de se estar reproduzindo sentimento de guerra, sobretudo junto à tropa mais próxima do governador, embora alguns secretários e diretores de organismos do Estado se apresentem contestando essa ordem.
Desta forma, Ricardo que tem força e poder, mais do que ser tratado pelo respeito nato avança criando a imagem de medo – e esse é um valor altamente perigoso.
Voltaremos ao assunto.