O Governo Dilma acaba de anunciar o novo presidente do Banco do Nordeste do Brasil com sede em Fortaleza. Trata-se do advogado e consultor empresarial Jurandir Santiago. Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, petista histórico, e indicado com acordo pelo governador Cid Gomes e o deputado federal Guimarães.
O curriculum de Jurandir Santiago é extenso, mas não dispõe da titulação que o mercado financeiro exige com pós-graduação nas universidades americanas ou européias para o comando de um banco da dimensão posta, mas tem um dos maiores dos méritos: ser cearense.
Há anos que o Ceará resolveu fincar pé para defender suas causas e projetos sem abrir mãos deles, tanto que o BNB há tempo tem sido comandado sob a influência decisiva dos cearenses. Desde quando Getulio Vargas instituiu o banco.
Esta realidade cearense deixa a representação paraibana de uma forma macro e geral em condições e bases frágeis, se comparado ao Ceará, Pernambuco e Bahia, porque desaprendemos a brigar em favor da Paraíba.
Nem vou entrar no mérito e debate sobre grandes obras porque é outra realidade a desnudar nossa fraqueza política em comparação com outros estados do Nordeste.
Pior é que, esforços como o do deputado federal Ruy Carneiro acaba que fragilizado pela incompreensão de nossas lideranças de que somente a superação relativa das diferenças entre elas será capaz de podermos retomar o prestigio de antes.
Por enquanto estamos na defasagem.

