{arquivo}Na atividade política, todos os atores sonham um dia comandar algo ou alguém. Nem que seja do cargo ali ao lado, da missão partidária e dos grande s projetos ousados, através de mandatos – neste último caso, algo afeito a poucos. É exatamente neste contexto que cada vez mais se credencia o ex-deputado estadual e federal, hoje vice-governador Rômulo Gouveia, com a decidida vontade e construção de ser mais do que é.
Comandar o PSD pode parecer aventura para muitos, mas não para ele próprio que matura essa idéia de voar há muito tempo. Ao chegar à condição de vice, Rômulo sustenta que se manterá aliado dos aliados de sempre, mas se considera com estatura de poder sentar à mesa das futuras rodadas de negociação, não como um ator a mais no processo, mas como dirigente avalizado pelas urnas.
Na prática, cansou de esperar reconhecimento do PSDB, como ele nos contou em demorada conversa nesta quarta-feira nublada na Capital das Acácias, melhor dizendo defronte ao Atlântico (Ponta de Campina), onde reside em ambiente de beleza incomum.
Acima do peso – esta sua grande batalha, sempre perdendo para a gula e a indisciplina – Rômulo age como se fosse um cidadão tão ágil e mais que poucos magros conseguem ter através do “jogo-de-cintura” que resolveu estabelecer como predicativo desde dos primeiros passos nos Clubes de Mãe em Campina Grande, ali ao lado de Dona Glória Cunha Lima. Depois cresceu e ficou com tamanho suficiente para andar sozinho.
Antenado 18 horas por dia (o tempo restante é para dormir recarregando as baterias), logo cedo acorda se ligando direto nas rádios de Campina, nos aniversariantes fazendo politica e cuidando dos pepinos, que não para de encarar e receber numa boa, como se estivesse sem obstáculos nenhum à frente.
Mas tem, sim, porque não é fácil construir liderança, muito menos uma estrutura partidária com a ousadia que o PSD imprime nos seus primeiros dias de vida e articulação. Poucos partidos no Estado e no País tiveram esta ousadia com resultado tamanho como o que Rômulo e Gilberto Kassab, proporcionalmente, constroem nesta oportunidade.
O fato é que Rômulo quer, no mínimo, ser candidato à reeleição ao lado do governador Ricardo Coutinho, à quem gera conceito positivo, tanto na análise de gestão quanto política, sem descuidar nem minimizar a relação com Cássio e Ronaldo, seus maiores aliados desde o começo.
É este “gordo leve” que sábado começa uma nova fase com a implementação pra valer de uma nova legenda, que chega perturbando, mas com ares de quem quer ficar e avançar onde for possível.
