{arquivo}O tempo passa e como não há espaço vazio alguém tem de ocupar as oportunidades, que por ventura surjam à frente do caminho. Esta é uma máxima muito bem difundida no bairro da Torre e que se aplica como uma luva ao deputado estadual Luciano Cartaxo, do PT, diante da cena sucessória municipal de João Pessoa.
Impressiona como ele tem ganho musculatura discursiva na relação do PT com o governo Ricardo, assim como outros aliados da base aliada de Dilma Roussef. Por onde anda, não há uma oportunidade na qual ele não repita a máxima do partido de agora em diante: onde houver oportunidade nas grandes, médias e pequenas cidades, o PT terá candidato a prefeito.
Mas, como na Paraíba existem duas situações distintas de aliança entre o PT na base de Dilma, isto é com o PSB e PMDB, ele logo faz distinção. “Aqui (no estado), o partido fez uma opção clara pela aliança com o PMDB e perdeu a eleição, por isso por decisão da maioria está na Oposição”.
Depois ele embala: “o governo de Ricardo é tão ruim que conseguiu unir o PT a partir da Assembléia Legislativa, lembrando que faremos Oposição a ele com responsabilidade, mas aprovando as matérias de interesse do estado, como o Empreender/PB, criação de Secretarias, etc”.
Luciano Cartaxo entende que é preciso parar de tratar a política pelo retrovisor. “O governo diz que pegou o estado quebrado e isso não é verdadeiro”.
Como no PT, o presidente estadual Rodrigo Soares tomou “doril” – ou seja, sumiu do debate e não há na bancada estadual entre Anisio Maia e Frei Anastácio quem tenha mais aptidão pela disputa na Capital, logo é uma questão lógica admitir que Luciano se prepara para esta nova missão. No mínimo, lhe dará visibilidade visando a disputa de reeleição.
Certamente que esta proposta não agrada ao deputado federal Luiz Couto, ao rpesidente do PT municipal, Antonio Barbosa, e outros dissidentes petistas de apoio a Ricardo, mas é muito provável que o debate começa a esquentar mais na frente internamente com a tese de Luciano podendo granjear apoios dentro e fora do partido.
Quem viver, verá.

