Já tem data marcada no calendário – 11 de dezembro – para o novo “round” entre agrupamentos políticos do Partido dos Trabalhadores a fazê-lo cada vez mais dividido e muito envolvido com a cultura de crise secular que a Paraíba reproduz como forma de preservar um modelo de retardamento de avanços no Estado.
A pauta central deve se concentrar em duas propostas em torno de um só foco: ser a favor ou contra o futuro Governo Ricardo Coutinho, uma vez que a tese divide o partido pra valer.
O combustível de agora, entretanto, para o aguçamento desta crise que alguns petistas tenham repassar indevidamente para a Mídia, está na disputa pelo comando do SEBRAE/PB envolvendo o atual superintendente, Julio Rafael, e o advogado Anselmo Castilho, ambos do PT e com histórico de lutas, mas se enfrentando como nunca se imaginava até bem pouco tempo atrás.
Ou seja, o debate sobre o futuro do partido passa neste momento pelo aguçamento entre as forças internas movidas pela disputa no SEBRAE sem chances até o presente momento de uma solução negociada porque as duas partes, insanas, radicalizaram posições e não abrem para construir outra alternativa.
Na prática, o PT da Paraíba se deixou tomar pelo ódio pessoal entre lideres tomando espaço da lógica racional do diálogo e das decisões soberanas dos colegiados, onde quem perde acompanha a banda que vence na disputa democrática.
Este é o clima em busca de amparo externo, do PT Nacional, sem o qual o partido em nível de Paraíba não sairá da cultura de caranguejo onde um não permite a ascensão do outro porque costuma comumente puxar para baixar impedindo o avanço necessário.
Em síntese, a reunião do dia 11 se não tiver mediação inteligente pode até registrar cenas de pugilato até porque membros das duas (e tantas) vertentes já se manifestam com essa vontade irracional e burra.
Mas, como diz a canção, a luz nasce na escuridão.
Um caso de lógica e razão
Data Vênia, como dizem os Mestres do Direito nascidos no bairro da Torre – a exemplo de Doutor João Aguiar, busco tratar deste tema petista recorrendo para inicio de conversa ao vizinho Pernambuco, onde o PT tem força e muita gente boa de gogó e de voto.
Lá, recentemente, acompanhamos de perto a consolidada pré-campanha ao Senado do ex-prefeito de Recife, João Paulo, aparecendo com 56% das intenções de voto. Só que, no curso, veio um fato extraordinário: Humberto Costa recebeu do Ministério Público Federal a conclusão de plena inocência no Caso Sanguessuga fazendo o ex-ministro recuperar o direito de candidatura ao Senado desbancando o favorito no PT.
Na prática, o partido pernambucano reagiu rapidamente restaurando um direito legitimo de Humberto que, não fosse o Caso Sanguessuga, teria chegado ao Governo mesmo estando diante de João Paulo com as pesquisas lhe dando vitoria folgada. O PT agiu assim e ambos foram eleitos para reforço do futuro partidário.
ULTIMA
“Esses moços/pobres moços/
Ah se soubessem o que eu sei…”

