Aparentemente, a eleição do SEBRAE na Paraíba significa um processo comum de recomposição estratégica de um organismo importante na economia paraibana, a partir da microempresa, mas a dimensão e significado de uma eleição nesse sistema, há tempo deixou de ser mero movimento de representantes empresariais. Por isso, a disputa agora recheada dessa novidade que foi até este momento de não registro da candidatura do atual superintendente Júlio Rafael tem força danada de forte.
Aliás, desde ontem à noite que Júlio Rafael reverbera o entendimento de que na regra não existe prazo de 18 horas, sobretudo depois que o presidente da Federação da Microempresa, Antonio Gomes, o substituiu por Reginaldo Galvão, portanto, excluiu o atual dirigente do processo de registro de chapa, mas agora o superintendente fala em aguardar modificações a serem feitas pelo presidente do Conselho, Mário Borba, até hoje de manhã fora do Estado.
Só que o presidente da FEMIPE assegura que a regra estabelece o prazo de 18 horas, da mesma forma que funcionários do Conselho Deliberativo fizeram esse comunicado para pessoas fora do SEBRAE no dia de ontem.
De fato, a Resolução que trata do processo eleitoral a que o portal WSCOM teve acesso não menciona especificamente o horário de 18 horas, mesmo que em todas as eleições passadas este tenha sido o prazo respeitado pelos
Concorrentes.
Em síntese, este é o flanco aberto em tese para a possibilidade de reinserção de Julio no processo, desde que tenha como provar sua intenção ontem de se candidatar ao cargo.
Julio Rafael foi mais longe: atribuiu toda a conjuntura de não registro de sua candidatura a manobras produzidas por lideres políticos ligados ao governador José Maranhão e ao PT aliado do PMDB, mesmo sem mencionar nenhum dos nomes.
Este é o aspecto que não acrescenta em nada porque a questão central de agora está na formalidade da regra para abrigar ou não o registro de chapa do atual superintendente.