Faltando duas semanas para a eleição de segundo turno para presidente e governador da Paraíba um sentimento de medo de derrota começa a invadir o juízo de petistas de ´quatro costados, ´não só em nível nacional como de Estado.
O foco central do temor está no visível crescimento da campanha do presidenciável José Serra em meio a uma onda de denuncias dentro e fora do guia eleitoral sem respostas à altura da candidata e do PT.
O que “tem pego” mais nos últimos dias são as repetidas informações em torno da Casa Civil, em particular de Erenice Guerra sem que as respostas tenham sido suficientes para estancar a perda de votos diante dessa conjuntura.
Preocupa muito ao núcleo inteligente do PT porque as falas de Lula já não surtem o mesmo efeito do primeiro turno, logo este novo condicionamento acaba de gerar medo de revés no dia da votação.
Se reparar bem a atenção, o Partido dos Trabalhadores avançou muito nos últimos anos mas não conseguiu segurar uma onda sistemática da mídia nacional e de setores da sociedade sem dar trégua aos dirigentes do partido e do Governo produzindo desgaste indiscutivelmente.
É isto que tem levado a cúpula a insistentes reuniões para tentar estancar o crescimento de Serra e manter os níveis de Dilma que caíram expressivamente nos últimos dias.
A ordem é reagir antes que seja tarde.
Maranhão fala sobre Luciano Cartaxo
A decisão do deputado estadual eleito Luciano Cartaxo de se manter no apoio ao governador Maranhão motivou nesta sexta-feira comentários do candidato do PMDB repetindo que nunca teve duvidas da postura de correção do atual vice-governador.
Em entrevista, hoje, as avaliações eram todas em torno da reverência ao significado de lealdade do petista.
Perfis a partir do plano estadual
Embora seja visível e público até demais a exposição de voto e campanha do candidato Ricardo Coutinho à candidatura da presidenciável Dilma Roussef, nem por isso o posicionamento do líder do PSB nos debates e entrevistas deixam de se afastar mais do perfil do candidato Serra.
Serra, da semana passada para cá não se cansa de falar em um “Brasil novo que está crescendo” – deixando ilações no ar sobre a vida em detrimento do aborto, da mesma forma que Ricardo amplia as táticas para se apresentar como condutor de “Nova Paraíba” – condições diferentes mas que se assemelham na essência.
Onde cada um vai chegar mais ou menos é o que veremos nos próximos dias.

