Já foi dito que toda sexta-feira é baiana, mas penso ser dia torrelandensemente universal aos que se permitem relaxar na inexorável constatação de que o tempo voa e aí só resta caprichar na leveza da vida porque estressar não adianta, atrasa.
Se a sexta chega libriana, então é sinal de equilíbrio por perto ou de paixão pelo que se vive ou se faz. Libriano é mesmo assim tomado de sentimento, seja dia sol ou de chuva, sempre em busca de plena harmonia apesar das turbulências normais e superáveis da vida.
Também por essas e outras ocupo o tempo de agora para exaltar a vida mais do que conceituar sobre o exercício político à frente. É o presente a que me dedico na hora certa do brinde.
Quando olho para trás e rodo o tempo no juízo, logo chego à exibição do presente já podendo dizer que muito de evolução foi conquistado ao longo de todo o tempo.
É visível: o saldo da vida é positivo e projeta possibilidades reais de avanços frente ao terreno fértil do empreendedorismo continuado. E a máxima se repete: a gente colhe o que planta.
Mas já foi acre, azedo mesmo, o gosto da vida quando menino via a escassez de condições rondar as posses de Maria Júlia (minha mãe in memorian) fazendo do tempo um calvário desmedido somente superado por gente brava como Dona Júlia, assim chamada pelo monte de meninos amigos em seu redor, e seus dedicados filhos da liberdade.
Duda, Alaíde – manos queridos – e eu sabemos o quanto pesa a vida em desvantagem econômica!
Nem por isso nos entregamos ao jogo fácil da vida, da perdição comum aos apressados, porque a sabedoria e os designos de Deus acabaram nos reservando tempo de suor com muita luta continuada para podermos hoje olhar o passado gerando orgulho pela superação de tantas adversidades.
Só que essa fase anda longe somente acessada para nos permitir a injeção de dosagem de humildade permanente, porque orgulho desmedido e besta não leva à nada.
Por isso tenho fé profunda na vida, acredito muito no futuro, nas pessoas de bem ao redor, pois também não tenho dúvidas nenhuma de que ele semeará frutos de boa qualidade quando revestimos a vida de atitudes movida à ousadia benéfica.
Sei dos percalços mas nada, absolutamente nada, será maior do que a solidez do trabalho, da inteligência e da cumplicidade humana ao redor.
É com este sentimento que brindo com os amigos – e até com os que me tratam mal por desconhecimento da força proativa de minha natureza – mais um dia de reflexão gerando a convicção de que temos acertado muito mais do que erramos, daí a fé em dias melhores à frente.
ÚLTIMA
“Eu dou a minha face pra bater/
Mas se quiser pode beijar…”