A tendência pró Dilma, o nervosismo e Luciano Agra

Quem dispôs seu tempo nesta quinta-feira para aferir seu voto em cima do debate da Rede Globo saiu como havia entrado: nada, absolutamente nada, mudou em termos de desempenho da candidata Dilma Roussef como nome consolidado na preferência popular diante de dois adversários técnicos e experientes, mas sem empolgação à virada.

Com base nos vários blocos, não há nada que deprecie a candidata petista e até mesmo quando Serra chamava Marina Silva para detonar a candidata petista, isso nenhum dos dois conseguiu.

Independe das torcidas: apesar do esforço de Serra e mineirice de Marina em todos os momentos Dilma se apresentou segura, bem informada e determinante.

Em síntese, nada do que significou o debate mudou a tendência pro Dilma, embora o instituto Datafolha queira apontar nessa direção na contramão dos demais institutos apontando a vitoria petista no primeiro turno.

É este cenário de enfrentamento na reta final que gera nervosismo e inquietação das torcidas, embora as pesquisas apontem a tendência pro-Maranhão, isso até as pesquisas de antes. Agora é aguardar os novos números.

A posição do prefeito Luciano

Quando chegou com maturidade profissional e assumiu sua identidade de zelo com a arquitetura e urbanismo de João Pessoa, nos aos 80,  o então jovem Luciano Agra era doce de pessoa. Mais do que isso: acessível, múltiplo, aberto, cientifico, fez da academia seu passaporte pós –patrulhamento ideológico, tanto que foi o arquiteto do governador Tarcisio Burity.

Luciano sempre foi irrequieto. Que o digam as viagens na Barra de Camaratuba.

Antes de chegar a prefeito de João Pessoa – uma espécie de aborto político – técnico – disciplinar, ele era mais acessível, ouvidos vastos, inquietações políticas coerentes sem falar em inamabilidade humana típica de quem se portou contemplativo na construção do futuro melhor.

Mas veio a oportunidade de vencer Nonato Bandeira na preferência pela condição de vice –prefeito, mesmo em meio a acusações sobre doença que, inclusive, o portal serviu de torpor na construção de sua superação à época, em termos públicos até chegar à posse apoteótica no poder da Capital.

Aliás, à época foi Cássio quem vetou a ascensão de Nonato.

De lá para cá, ninguém ignora sua dedicação aos projetos urbanísticos da capital, embora a maior das habilidades, a convivência e o respeito à historia, ele tenha insistido em rasgar como tantas idéias lúcidas transformadas em amuletos políticos.

Até cuspir no prato que comeu, ele vive fazendo isso há algum tempo. Seus vizinhos de Camaratuba que o digam.

Seja como for, o atual prefeito de João Pessoa pousa de fairplay com a ira dos que, indomados, agem na labuta administrativa reproduzindo todos os hábitos de raiva,  muitos até que combatia.

Vai ver que se zangará desta abordagem, reproduzirá atitudes como um dos sete anões – mas independentemente de tudo, certamente que mais tarde, quando o sol se por, dirá que vale à apena mesmo é ser como antes, já não mais possivel, porque a figura de hoje desfigura do passado, onde ele não precisava ser irado tanto com quem contesta ou reproduz outra forma de se ver a urbanidade humana da capital paraibana e a forma de ser.

Por onde andar, a partir de hoje pelo Interior, os principais candidatos saberão distinguir a preferência normal do processo, mesmo admitindo comentar que o prefeito Luciano Agra não é proprietário da cidade, por isso precisa baixar a bola, como se diz na Torrelândia, porque seu orgulho não vale muito não na conjuntura política.

Falta pouco para ele entender o beaba na prática.

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“Em terra de cego/ quem tem olho é rei…”

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