Falta pouco para a sociedade conhecer sua opção eleitoral na gestão do futuro de nosso Estado. Em que pese o respeito pelo desempenho de Nelson Junior (PSOL), Francisco Oliveira (PCB) e Lourdes Sarmento (PCO), a disputa está mesmo entre os candidatos José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB).
Com o fim do Horário Eleitoral e das manifestações de rua – campanha mesmo – a partir da noite desta quinta-feira, agora as expectativas se voltam para o trabalho da militância, da fiscalização e ainda das pesquisas eleitorais a serem divulgadas até a véspera, no sábado.
Ainda não é possível falar de novos números depois dos últimos cinco dias de maior volume de campanha, porque somente nesta quinta-feira os institutos concluíram as ações de campo em todo o Estado passando a partir de agora à fase de tabulação e posterior divulgação através dos veículos de comunicação contratados.
Até a fase anterior aos cinco dias de que nos referimos – não incluindo nesse contexto as novas mobilizações de rua, carreatas, Quarta-feira de Fogo, Girassoca, ausência do governador Maranhão no debate, o Manifesto da Cultura pro governador, o efeito do Guia Eleitoral e as reuniões com os diversos segmentos – os últimos números variavam de 14% (O Norte) a 20% (Ibope e Consult) em favor do candidato do PMDB.
Seja o que for o resultado do próximo domingo levará em conta os desempenhos distintos dos candidatos, o tamanho das alianças e apoios recebidos, a capacidade de mobilização e presença em todo Estado, a coerência ou não dos candidatos, a influencia do Presidente Lula e o suporte e$trutural durante a campanha até a reta final das próximas horas.
É este conjunto de fatores que determinará o futuro da Paraíba, hoje com tendência conhecida.
Porque Cássio será candidato
Há uma onda de boatos falando na renúncia do ex-governador Cássio na disputa para o Senado, mas estou convencido de que ele vai até o último instante enfrentando todas as consequências de não ter ainda seu registro definitivo por conta da impugnação feita pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Cássio nos assegurou, por telefone, que esta é a sua posição definitiva.
A opçao do ex-governador tem a ver com o entendimento de que, se corre riscos no STF que o enfrente ele próprio, ao invés do ato da renúncia já com sinalizaçao de não admissibilidade desse instrumento legal.
Ele prefere assumir o ônus do que vier, ainda sonhando que o destino no STF possa ser favorável ao pemedebista Jader Barbalho e nessa onda ela possa também escapar.V
Vitalzinho e Santiago reagem
As últimas conversas e reunioes no campo do PMDB envolvendo a cúpula nacional apontam para um esforço concentrado sem igual para tentar levar os dois senadores à vitória, mesmo sabendo da liderança de Cássio nas pesquisas.
Eles apostam na renúncia do ex-governador, mesmo assim na hipotese de nao acontecer acham que nos Tribunais superiores o resultado será pela nulidade de votos de Cássio.
Por isso querem disputar a segunda e terceira posiçoes.
ÚLTIMA
‘Se quer mandar flores/ que me mande agora…”
