SÃO PAULO – Uma nova e estimulante missão assumi ontem em meio a nomes reconhecidos no mundo da publicidade, dos veículos de comunicação e dos grandes anunciantes, que foi ser empossado como novo integrante da Comissão de Ética do CONAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária, cuja missão é zela pela ética e procedimentos normativos de ratificação dos princípios adequados da propaganda.
Na verdade, representando os diversos segmentos do País, somos 22 novos integrantes da Comissão de Ética, cuja lista é composta por : Andrea Mello, Carlos Eduardo Scappini, Cezar Massaioli, Christina Gadret, Gilberto Baptista, Iuri Leite, Hiran Castello Branco, Luiz Eduardo Osório, Maria Eliete Moraes, Monica Portela, Paulo Fernandes Neto, Priscila Cunha Cruz, Queiroz Filho, Renato Tourinho, Roberto Hilton, Rodolfo Machado Moura, Rogério Marques, Samira Youssef Campebelli, Selma Souto, Stalimir Vieira, Tania Parlovsky e Walter Santos.
Um pouco assustado no começo da reunião porque já em seguida passamos a discutir três processos tratando de questões éticas na formatação das peças publicitárias pude atestar a importância de se estender tais instâncias para o universo nacional, que não só São Paulo, daí a próxima etapa será do CONAR instalar uma Câmara no Nordeste, em especial na cidade de Recife por ser grande pólo de negócios publicitários.
Certamente que haveremos de aprender muito porque a forma e o regimento de tratar das pautas são típicos de tribunais com direito a ampla defesa, contraditório e livre arbítrio de votar à base de sua consciência. Ontem me senti como Juiz sem amparo no Direito mas na vivência dos 32 anos de Mídia no País. Em síntese, comecei uma nova fase na minha vida reforçado com a convivência diante de grandes nomes nacionais do segmento publicitário, dos veículos, etc – o que aumenta em muito nossa rede de relacionamentos.
Gostei de ver o presidente Gilberto Leifert dizer na comemoração dos 30 anos do CONAR que, ao invés de relembrar as ameaças à liberdade de expressão comercial, preferia celebrar conquistas e vitórias, como o fato de ser o Conar reconhecidamente a primeira organização da sociedade civil do país dedicada à autodisciplina.
Ele lembrou o caráter privatista da entidade e o fato de já contar a abertura de exatos 7.205 processos éticos até manhã de hoje.
Leifert também mencionou a várias atualizações do Código ético-publicitário, “sempre que o exigiram demandas sociais e a evolução da atividade”, as mais recentes delas envolvendo a publicidade de bebidas alcoólicas, alimentos e produtos destinados ao público infantil. Para ele, as atualização são “tarefa sem fim, que muitas vezes se afigura exacerbada aos olhos de alguns e branda ante as expectativas de outros.
O fato é que o Conar não cria direitos ou obrigações, não manda prender, devolver dinheiro ou trocar mercadoria. É o trabalho dos seus voluntários que vem gerando ao longo desses anos o crédito indispensável para que o mercado possa prescindir do controle
estatal e de novas leis”.
Prosseguiu o presidente do Conar: “além do reconhecimento que nos devotam autoridades e consumidores, é motivo de justo orgulho o status conquistado pelo nosso sistema de autorregulamentação no âmbito internacional.
O Conar do Brasil segue ombreado a seus congêneres mais evoluídos e acreditados, como o são o do Reino Unido e o da Espanha. O brasileiro inspirou e é tido como referência para os co-irmãos da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai”.
Em sintese, retorno a João Pessoa com o sentimento de brasilidade aguçado considerando fundamental que a natureza federativa se imponha não só no CONAR mas na vida nacional porque do contrário seria ignorar os avanços que estão sendo construidos em outras regiões, em especial o Nordeste.
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“Só o amor constrói…”