O que fez o eleitor optar pela não – mudança?

O domingo de sol forte na Capital da Paraíba, como de sorte em todas as regiões do Estado, serviu mais uma vez para acompanhamento e análise de atividades de campanha – esta certamente afetando o rumo da disputa eleitoral no Estado envolvendo para o Governo os candidatos José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB), ambos da base aliada do governo Lula e de apoiamento à candidatura de Dilma Roussef.

A carreata dos dois candidatos em João Pessoa pode servir de laboratório para expressar a realidade e porque a candidatura de Maranhão se mantém com índice de preferência alargada diante de seu adversário e ex-prefeito da Capital.

Impressiona como o tamanho em larga escala e entusiasmo da campanha maranhista diante da mesma manifestação de Ricardo – e em João Pessoa – passou a gerar o entendimento claro de que o Líder do PSB perdeu o comando da preferência até mesmo na sua principal base eleitoral.

Nem se compara o tamanho do Parque Sólon de Lucena tomado – totalmente da cor vermelha na proporção mais acanhada da concentração da campanha de Ricardo diante da Praça das Muriçocas –ambiente onde ele já reinou e hoje gera a impressão de que não mais atrai o entusiasmo de antes.

Mas o impacto desta realidade não se restringe apenas a tamanho de carreata. Qualquer cidadão ou cidadã inexperiente em atividade política pode ver que a adesão popular tem estado mais próxima da idéia, ao que parece decisão, de não querer mudar o comando da administração estadual porque os valores em torno de Maranhão, mesmo com aprovada gestão de Ricardo, produzem satisfação somada de esperança maior do que o desejo de mudança proposta pela Oposição, através de Ricardo.

Na prática, quem percorreu a cidade para acompanhar as várias manifestações entre as duas candidaturas saiu com a convicção de que as pesquisas produzem a realidade e tendência eleitoral confiáveis pró manutenção do “status quo”.

Se for assim no futuro como está se efetivando no presente, de acordo com as pesquisas e manifestações a exemplo deste domingo, não é demais admitir que o Mago perdeu o timing do “Bonde da História” ou, mais do que isso, estragou uma promissora trajetória política transformada em precipitação, equívocos e desconfiguração de projeto e postura, portanto, a manutenção desta realidade o fará pagar duro com o preço da derrota.




Temmer ainda vê 2º turno

O candidato a vice-presidente Michel Temmer manifestou neste domingo, em entrevista ao WSCOM, uma análise realista que o faz ser líder político coerente e longe do deslumbramento.

Indagado sobre se estava seguro da vitoria de Dilma Roussef já no primeiro turno, ele disse que a dados de hoje, não, mas há um trabalho forte para conquistar essa condição.

Temmer destacou o desempenho do governador Maranhão, a quem tratou como virtual reeleito, e danou – se a pedir voto para os dois candidatos ao Senado, Wilson Santiago e Vital Filho.

O presidente nacional do PMNDB veio à Paraíba inicialmente para apoiar acandidatura de Roberto Paulino.

Cássio lidera; segunda vaga tem forte disputa

A pesquisa dos Diários Associados neste domingo aponta o que todos sabem: Cássio se mantem na liderança da preferência popular,portanto, se conseguir manter-se na disputa diante do TSE e/ou STF certamente será o mais votado.

A segunda vaga,como se previa, é a mais disputada com Vitalzinho tendo 22%, seguido de Wilson Santiago com20% e Efraim com 19%.

Trata-se a rigor de empate técnico, ou seja, a disputa dura continuará.

ÚLTIMA

“E quando a cabeça pensa/

é o corpo que padece…”

 

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