Advogados ligados ao Governo e aos partidos de Situação, a exemplo de Roosevelt Vitta, repetiram em voz alta que a decisão do TSE de fazer vigorar a lei neste ano se aplica também ao ex-governador até porque, entre os argumentos apresentados, ele está com processos no Supremo Tribunal Federal, entre eles o da cassação no caso da FAC mantido em recurso, portanto, ainda não foi concluído, embora com anterior de decisão Colegiada.
Há, ainda, controvérsia como aventou o advogado Jonhson Abrantes considerando não ter ainda posição fechada quanto à retroatividade, o que, prevalecendo esta tese não afetaria o ex-governador.
Ainda nesta sexta-feira certamente que as dúvidas serão dirimidas não só no caso de Cássio, como também do ex-governador do Maranhão, Jackson Lago, e do deputado federal Paulo Maluf.
O fato é que a decisão do TSE criou embaraço na pré-campanha porque gerou instabilidade política num tamanho tal que poucos ousaram nesta quarta-feira reagir como da vez anterior, da decisão do Senado, com a convicção de que não afetaria Cássio.
Certamente que uma dificuldade básica ele terá: ter de decidir se vai ou não entrar com medida liminar para garantir a candidatura ao Senado, isso até a convenção, e, outra, é encarar alguns processos / recursos contrários à sua candidatura, como já aventaram lideranças de partidos nanicos – o que leva a condição do ex-governador a conviver com cenário “sub judice”.
Em sintese, as próximas horas serão decisivas porque com a clareza dos fatos teremos o rumo do futuro da política na Paraiba pois com Cássio ou sem Cássio no jogo muita coisa pode mudar.
Voltaremos ao assunto.