Ninguém de bom senso pode ignorar a força deduzida de um agrupamento tendo a presença de um candidato a presidente da República pelo PSB, Ciro Gomes, do ex-governador Cássio Cunha Lima, do senador Efraim Morais e de diversos lideres (deputados federais, estaduais, prefeitos) em torno da pré-candidatura do prefeito Ricardo Coutinho ao Senado.
Sejamos diretos: a reunião teve grande afluência, mas esteve muito aquém do que se presumia porque, a começar da mesma base da Oposição, não estavam presentes o senador Cícero Lucena e o respaldo formal do PSDB, PTB, PR e PDT.
A demonstração de força foi mesmo dada por Cássio atraindo seus correligionários coadjuvados pelo DEM e o senador Efraim mais do que do Coletivo e assessores do prefeito, muitos deles atendendo a convocação do Chefe.
Como estratégia serviu como arrancada animando a tropa, agora ávida pelos desdobramentos em cada um dos partidos a começar o PSDB o problemático ninho tucano.
Se este (o futuro) é o cenário que mais importa então precisamos entender alguns valores postos no Encontro de hoje: primeiro, Ciro Gomes vai mesmo sustentar sua candidatura a presidente da República como dito à imprensa? Se for, o palanque de Ricardo passa a ser próprio, diferente de Dilma, que assim estaria com o PMDB, PT e companhia. Neste cenário hipotético é de se presumir que o PSDB e Serra precisariam de palanque este montado por Cássio e Cícero, ou vice-versa.
Esta história de palanque nacional é tão importante que Serra e Sérgio Guerra recebem nesta terça-feira um verdadeiro levantamento de imagens de Ricardo com Ciro, Cássio e Efraim devendo provocar reação entre o presidenciável e a cúpula tucana.
Mas, como tende a ser muito mais provável Ciro não ser candidato volta a velha história de como será o palanque nacional na Paraíba sabendo os candidatos que a roda de cima (disputa presidencial) é preponderante mas sem ignorar os feitos dos Estados.
Trocando em miúdos, a Oposição deu demonstração de força mas aquém do esperado.
