Resumo da política e o saldo da carnavalização

Sábado de sol entremeado com nuvens aponta para Brasília, onde o PMDB aliado de Lula deve sair do encontro nacional fechando a candidatura de Michel Temer como vice da Dilma Roussef implodindo assim as manobras de Quércia, Jarbas e companhia de levar o partido ao apoiamento a Serra.

Este movimento é de muita importância porque sepulta a intenta força que Serra contava para sua candidatura, sendo o PMDB o mais forte partido no Congresso Nacional. Dilma se fortalece muito com a convenção pemedebista deste sábado.

No plano estadual, ainda repercute muito a reação do desembargador Nilo Ramalho na direção do senador Efraim Morais que, em pronunciamento no Senado, fez duras criticas a possíveis intrometimentos do governador Maranhão no TRE, mesmo sem o senador mencionar o nome do desembargador.

Ato continuo, Nilo Ramalho ocupou a cena para disparar acusações sérias sobre o enrequecimento do senador, também sem mencionar o nome dele, e ainda fazer menções sobre o dinheiro na meia comprovado em filme no DEM de Brasília.

Efraim irritou-se muito, mas pouco pode fazer de reprimenda porque este é o saldo do que ele próprio construiu no decorrer da semana. Vai ter mais, muito mais, pois as acusações nesse nível estão apenas começando.

Folia dividida e a cultura da carnavalização

É triste, muito triste, ver que nossas elites políticas estão afundando nos valores mínimos de convivência mínima em torno do bem coletivo, do somatório de forças. A versão 2010 do Folia de Rua mostrou o aprofundamento desse cenário de divisão nociva para o conjunto da sociedade.

Nesta sexta-feira de abertura do Folia, ficaram claros dois espaços ocupados pela divisão e dispersão mal resolvida: no Ponto de Cem Réis uma quantidade enorme de gente capitaneada pelo prefeito Ricardo para assistir Alceu Valença e, alguns metros dali, no Encordao Encarnado o bloco Picolé de Manga apoiado pelo Governo apresentava Elba Ramalho para outra multidão.

Diante dessa briga contra-producente, outros blocos (que não disputam tamanho nem holofotes), como o Anjo Azul, Pingüim, Confete e Serpentina, Maluco Beleza, etc foram tragados pela falta de estrutura nas ruas diante da escuridão e as ruas esburacadas, como a Duque de Caxias fazendo da cena paralela a mais completa desatenção pública.

O projeto Folia começou este ano assim, dividido – imbecilmente dividido – por quem não curte o carnaval, mas se apropria desta manifestação para buscar impor seus quereres sem sintonia com o desejo da sociedade, que, como gado, vai para onde o manejo determinada.

Neste ano, vivemos o abandono da área mais antiga de nossa festa e carnaval, a praça Antenor Navarro – infelizmente vitima de descompromissos oficiais para com nossa história impedindo que pudéssemos, no mínimo, reverenciar a ambiência primeira do inicio o Folia de Rua.

Lamentavelmente, nossa Folia anda despedaçada por valores infiltrados no nosso resistente carnaval.

Até quando? Acho que até a não reação da sociedade organizada, que precisa retomar seus brios e se impor melhor na parada. Do jeito que vamos, estamos perdidos na direção do futuro.
Última

“A folia não pertence a ninguém/
tá cada um na sua…”

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