Gramame/Recife – Desde cedo da manhã deste domingo de Sol, que a Paraíba convive com uma noticia trágica e ofuscante: a morte da Chefe da Defensoria Pública, advogada Fátima Lopes, vitimada fatalmente quando se dirigia com o marido para uma missa na Igreja de Miramar e, em seguida, participaria de um Batizado familiar.
Há muitos valores a se questionar neste momento de muita dor e revolta, mas um em especial precisa prevalecer como exemplo para sempre -, que é impedir a impunidade tragando de nossos lares figuras de brilho especial como Fátima Lopes, ou outras de mesma luz comum em qualquer cidadão ou cidadã, por isso casos tantos como este não podem ficar no rol de ´mais um impune´ fruto da irresponsabilidade de figuras localizadas das novas gerações.
A dor, que produz tanto questionamento entre os comuns e mortais, não se estabelece cortando o coração apenas pela forma trágica do desaparecimento o que já seria mote de muito sentimentalismo-, mas também quanto ao fator tempo de quando tudo isso aconteceu.
É que Fátima Lopes vivia o início do auge da consolidação como a mais expressiva líder da Defensoria Pública oriunda e essência da aura e luta feminina semeando resultados de futuro que, agora se vêem atrofiados pela tragédia dominical.
Ao longo dos anos, Fátima Lopes granjeou degraus gradativos como militante do Direito já quando distinguida pela condição de Juiz Eleitoral, cuja atuação discreta não tirou de seu desempenho a firmeza de quem exerceu a condição judicante com moral e afirmação.
Agora mesmo, apesar da crise localizada na Defensoria em busca de justa equiparação institucional, nem de longe a turbulência da categoria afetou sua performance, muito pelo contrário, porque com determinação e domínio de causa estadualizou o setor preparando se para outros estágios de relevância na direção do futuro.
Mas, como disse, a tragédia tragou-a de nossa convivência como saldo da farra incontrolada e irresponsável deixando-nos impotentes, mas advertidos de que é preciso a adoção de medidas enérgicas para nunca mais termos de transformar a manhã de sol dos domingos num aperreio de vida sem igual, sobretudo, quando se dizima uma alma do bem de nosso meio.
Justiça é disso que precisamos diante da saudade que já nos invadiu e nos fez refém da perda para sempre.