Na Paraíba velha de guerra já tinha visto disputa para ver quem mais fazia em favor da sociedade como um todo, mas essa de impedir opções de lazer na cidade por conta de intrigas meramente políticas, não imaginava atestar cena tão dantesca como está se processando nos tempos atuais.
Foi o WSCOM com sua informação rápida e precisa quem primeiro noticiou: a Prefeitura de João Pessoa em reunião com a gerencia do Patrimônio da União e o Governo do Estado resolveu manter o cancelamento de cessão de realização em área na praia do Cabo Branco no final da Avenida Beira Rio impedindo que o Governo possa realizar o show da banda Calypso n Reveillon.
Na verdade, para usar da informação correta, a Prefeitura está exigindo que o Governo promova o show lá mais na frente, depois do BNB em diante.
Antes de qualquer juízo de valor, espanta porque gente civilizada de nossa terra não consegue construir condições negociadas do tipo, hora marcada para um começar num momento diferente do outro, gerar maior estrutura de policiamento, inclusive do trânsito, de assistência de saúde, etc ao invés de uma birra improdutiva sem o menor sentido, exceto na cabeça dos nossos enlouquecidos gestores.
Aliás, como já estamos em fase de confronto político de interesse eleitoral, pondero que as partes podem até ser consideradas suspeitas pelo envolvimento de cada interesse, portanto, acosto-me à parte isenta do contexto, no caso a Gerência do Patrimônio da União, que decidiu independentemente da crise manter a liberação.
Ora, todos sabem que a responsabilidade da prefeitura está na liberação do evento em si, que foi concedida e revogada recentemente por fatores e valores meramente políticos afetando ao final a opção ampliada em favor da sociedade.
Em síntese, se o Patrimônio da União como responsável pela cessão do uso do solo entendeu que não há problema na realização dos dois eventos importantes tendo a ficar com quem arbitra sem interesse das partes e sim do conjunto da sociedade.
Se é assim, a crise até vai se estender, mas nesse caso a Prefeitura está cobrando uma briga desnecessária e extemporânea a merecer revisão na perspectiva de fazer acordo, como fez tempos atrás ao vetar evento do Governo do Estado (gestão Cássio) e depois rever por abrigar novamente a razão. Nesse expediente, a Prefeitura tem sido refratária.
Em síntese, o prefeito Ricardo Coutinho tem muitas outras lutas para priorizar, menos a picuinha insólita e contra-producente na relação com a sociedade.
Mas isso só vê quem quer assim faze-lo. Enquanto isso, qualquer que seja o humor, vamos esperar que o juízo sereno se reestabeleça e a sociedade possa optar pela festa que quiser.
Há espaços para todos.
Recado de Roberto Cavalcanti
Uma das noticias que mais repercutiu nesta sexta-feira no WSCOM foi a declaração do senador Roberto Cavalcanti de que, apesar de ter lealdade ao governador José Maranhão vai ficar na disputa de 2010 com quem o seu partido, o PRB, ficar.
Como se sabe, o partido anunciou ontem apoio a Ricardo Coutinho. Ora, isso é pra valer, Roberto já optou pela candidatura do PSB.
Vamos aguardar os desdobramentos.
Haroldo: uma nota triste
Foi assim que muita gente reagiu ao saber que o engenheiro Haroldo Lucena, vice-presidente do PMDB da Paraiba, estava se afastando da política partidária por falta de atenção e prestigio.
Haroldo é um dos mais dignos homens públicos e agora está se dedicando á condição de empresário da construção civil.
Lá no bairro da Torre, alguém vendo tal cena logo diria: perder Haroldo não é uma boa. Se houver juízo corre-se para evitar a consumação.
Outra de Campina
Via e-mail o irrequieto Alexandre Moura informa que o Banco Central acaba de aprovar o inicio das atividades para maio de nova cooperativa de Crédito para Empresários de Campina Grande.
Podem anotar: nossos judeus tabajaras vão se dar bem mostrando competência no manuseio gerencial da grana que ergue e destrói coisas belas.
Continua zerado
Quem viu, garante: mais uma reunião sem avançar absolutamente nada entre o senador Cícero Lucena, presidente do PSDB, e o ex-governador Cássio, sobre 2010.
Cícero está como aquela cena do bode amarrado que nem sobe nem desce a ladeira, mas quer disputar o governo seja com quem for.
Danou-se!
Última
Juízo foi feito para se usar…

