Somente no período da tarde pude fisicamente estar presente ao local de votação das eleições da OAB/PB. Deixamos São Paulo para acompanhar de perto este momento importante de muita importância na vida da mais mobilizada categoria profissional da Paraíba.
A primeira impressão chegando e adentrando aos vários ambientes do Cabo Branco, local da votação em João Pessoa, que o clima era de democracia pura com as chapas e candidatos dividindo o mesmo espaço com devido respeito aos projetos divergentes.
Ali ou acolá, segundo soube, um ou outro gerava uma provocação ou intriga, mas nada afetando o componente democrático em si.
Como outra impressão, também me saltou aos olhos o tamanho (mesmo esperado) da campanha de Odon Bezerra, da mesma forma que o índício de alta abstenção dos advogados. Quando estive por lá,para onde devo voltar, o índice era de quase 50% de ausência do eleitorado daí a pergunta: se a campanha era acirrada por que esse alto percentual de ausência?
No contexto, também se fez presente intensamente o discurso de José Mário Porto e aliados contra a interferência de setores do Governo no processo eleitoral, especialmente no dia da votação, neste sábado.
Sem dúvidas, a influência do Governo se fez sentir em todos os sentidos, inclusive entre eleitores com vínculos com as administrações vinculadas ao Estado.
Isso é tanto verdade que até lideranças da luta dos advogados, como Anselmo Castilho responsável pela indicação do candidato à tesouraria de José Mario, ou Luiz Augusto Crispim Filho, anteriormente ligados à cúpula da campanha de reeleição não participaram da boca-de-urna. Votaram e foram embora. Exemplos como esses se multiplicaram.
Mesmo em meio a essa demonstração de força de Odon Bezerra leia-se da estrutura de governo, ainda assim José Mário se mostrava muito otimista quanto à vitória, esta também nutrida pelo candidato de Oposição.
Já já voltaremos ao tema.

