2 eleições: cenarios distintos e efeito parecido

NATAL – Tem gente que pode até não ver semelhança entre as eleições do Partido dos Trabalhadores na próxima semana e da OAB/PB, no mesmo final de novembro, mas, embora sejam contextos diferentes, alguns valores tendem a se apresentar próximos.

Expliquemos: a expectativa em torno das eleições leva a um mesmo cenário de futuro, ou seja, a sociedade quer saber quem ganhará e quem perderá com os resultados desses dois pleitos na direção da sucessão governamental.

Na prática, o elemento político – partidário de 2010 se viu precocemente inserido na eleição do PT no primeiro momento e, numa outra circunstância, a eleição da OAB acabou contaminada por esse mesmo contexto partidário – algo que no caso dos advogados é contra-producente diante de uma entidade comumente supra-partidária.

No caso do PT, a mudança de comando do governo com a ascensão do governador Maranhão em fevereiro implicou na participação do PT na gestão estadual, a partir do vice-governador ser o ex-vereador Luciano Cartaxo tendo ocupado vários cargos.

Só que o presidente estadual do PT, Luiz Couto, até então majoritário no projeto de candidatura ao Senado, tomou uma decisão divergente, ou seja, construiu já agora a preferência pela candidatura do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, ao Governo, em detrimento do PMDB e do governador Maranhão provocando a candidatura de Rodrigo Soares gerada com apoio de várias tendências internas.

Por essas e outras – levando em conta que há dentro do PT quem esteja próximo de Ricardo e Cássio, as tendências incorporadas no Governo Maranhão construíram apoios relevantes em condições de até vencer a disputa do dia 23.

Em síntese, quem vencer a disputa estará dando um passo importante refletindo no futuro do governador e/ou do prefeito da Capital.

‘Mutatis mutandi’ a eleição da OAB também tem efeitos políticos. Se o atual presidente Jose Mario se reeleger, significará uma derrota do governador, na proporção inversa de que a vitória de Odon Bezerra implicará em força de Maranhão, embora pessoalmente considere atitude descompatível com as prioridades do chefe do executivo se envolver tanto assim, porque na chapa de Zé Mário tem gente eleitora do governador.

Por isso, também na eleição da OAB (infelizmente) os valores de partidarização em torno da mais mobilizada e creditada instituição democrática esteja em desconforme com os tempos plurais e/ou supra-partidários, mas se é assim tem que encarar o bicho à frente.

Seja como for, voltaremos ao tema logo que os resultados estiverem ungidos das urnas.

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