O discurso do Pastor Estevam

A exaustão da programação normal das TVs especialmente nos fins-de-semana – o domingo à noite de forma tanta – tem obrigado o telespectador exaurido com tanta coisificação de conteúdo a procurar programas com mensagens diferentes.

Parte dessa necessidade pode ser obtida por quem acesso a vários programas das TVs fora do circuito comercial, como a do Senado e da Câmara Federal, as emissoras públicas e até mesmo as do circuito fechado, a exemplo da TV Máster – cuja base e inspiração se identifica com o universo evangélico, mesmo que atraia a atenção de católicos (ou algo parecido), como eu e Carla.

Neste domingo, que o “Canal Livre” da BAND nos conforta pela qualidade dos debates, fiquei um tempo acompanhando o culto liderado pelo Pastor Estevam Fernandes.

A visão realista exposta pelo líder religioso acerca da vida social contemporânea é, entre outros valores de sua capacidade discursiva, motor da atratividade de atenção tanta porque o olhar religioso do Pastor não encobre as agruras, os conflitos das famílias, a agressividade das ruas, o medo tomando conta da sociedade, mas não se deixa temer por eles.

Para ser mais claro, a abordagem Esteviana acolhe como manto discursivo principal a fé em Deus como âmago indispensável para a convivência e superação possível da dor que se apresenta na vida humana nas varias formas de perturbação. Só a fé, repete o Pastor, move montanhas – de cuja força de expressão resiste a esperança de dias melhores.

Estevam é líder porque se preparou para sê-lo, sem abstrair-se do mundo material pois já poderia estar multi-milionário, mas preferiu privilegiar a fortuna de ser condutor de ensinamentos humanos afeitos a poucos na reprodução da palavra de Deus.

Por essas e outras é que, aos poucos, as programações alternativas das TVs servem de única opção diante da saturação midiática tradicional descomprometida com conteúdos mais humanistas, de qualificação para o bem da sociedade como um todo, pois as TVs tradicionais têm sido exaustas demais com a super-exploração das imagens e violência reproduzidas do jeito que o Diabo gosta.

Não que defendamos a alienação, negativo, mas como Estavam disse neste domingo, todo deserto passa, tem dia para acabar.

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