Desde quando anunciado Sub-Secretário de Cultura do Estado, o artista plástico só se sentiu motivado para a nova missão pelo lado desconhecido da coisa, ou seja, na hora do convite foi tomado pela ansiedade do cargo imaginando-se possível ser artista e gestor ao mesmo tempo.
Vivia a ilusão de que esses dois personagens poderiam existir compatibilizados, como Gil fez entre a música e o ministério.
Mas não chegou a um mês de Pasta nem isso tudo! para identificar que não era o imaginado, portanto, passaria a partir de então a viver de amargura sem ser o gestor pretendido nem o artista da forma imortalizada.
No bairro da Torre, alguém de lá gritaria ele não é do ramo(dos burocratas), ou Marcos Pinto, também do bairro, filosofaria: o artista não nasceu para tolher sua inventividade de tempo e imaginação.
E era do que vivia Flávio Tavares, o mais e vivo artista plástico da Paraiba me perdoem Antonio Dias, João Câmara, Raul Cordula,o próprio Marcos, porque transformara o cargo de Secretário num enorme carranca a levar para tudo o que era de lugar.
O prazer da vida foi substituído pelo carma e peso do fazer cultural como se fora do tamanho do bonde, da gota serena.
Além do mais, nem compensa o dinheiro pago para ser Secretario em comparação à baita responsabilidade que o cargo exige, sobretudo nos tempos de hoje. Um dia ouvi alguém dizer: Flávio está pagando para trabalhar.
Acrescentaria: e para viver de angustia, algo não imaginável no rosto de Flávio e de sua protetora Alba.
Em síntese, o desfecho permitiu outra alternativa para um cargo importante cujo manequim nunca foi compatível com o de Flávio, por isso as artes regozijam por ter de volta o menestrel de sempre.