SALVADOR – A segunda-feira chega como data normal do calendário, menos para o Governo Maranhão, que vai precisar agir fortemente na crise de relacionamento entre alguns de seus principais assessores, sob pena de ficar refém de atitudes e/ou procedimentos individuais.
A questão central ainda passa pela crise gerada com o vazamento do Consultor Jurídico, Assis Almeida, de que iria abrir procedimento de investigação contra o ex-procurador geral do Estado, Marcelo Weick, atual Secretario da Casa Civil, por ter dispensado multa na ordem de R$ 12,5 aplicada contra Moinho Dias Branco.
A amigos mais chegados, Weick já expôs o conjunto de documentos que apresentará em entrevista coletiva, nesta segunda-feira, pontuando causas, efeitos e o ordenamento jurídico em torno da questão do Moinho. Ele se sente tranqüilo e seguro de que as explicações serão convincentes, até porque seu histórico e conduta tem avalizado sua postura de honorabilidade a toda prova.
Tudo leva a crer que, com o conhecimento jurídico disponível, o ex-procurador possa explicar de fato a decisão aplicada, entretanto, até este domingo não havia segurança de que o Consultor Jurídico, Assis Almeida, recuaria de sua cobrança pública do ato do Chefe da Casa Civil o que, em assim se mantendo, o governador vai precisar chamar o feito à ordem podendo ser obrigado até mesmo a afastar um dos auxiliares.
Mesmo amigo particular do governador e um dos elaboradores teóricos dos tantos processos na Justiça Eleitoral para dar permitir a ascensão de Maranhão no Governo, Assis Almeida tem histórico de radical nas suas questões vide o desmantelamento do Tribunal Regional do Trabalho com as denuncias conhecidas portanto, não se sabe ainda se ele se comportará no caso do Moído, mais que Moinho.
Aliás, ou Assis recua ou poderá deixar seu amigo em maus lençóis por crise gerada, conforme relatos internos no Governo, pela inconformação do Consultor por não ter sido confirmado na Casa Civil.
O fato é que, ou Maranhão debela já a turbulência ou pode não ter mais sossego afetando a normalidade interna de seu Governo.
A Stock Car, Valdeno e os exemplos da Bahia e PE
Convidado pela organização da STOCK Car e, especialmente, pelo piloto Valdeno Brito com quem construímos a partir desta prova na Bahia a exposição para o mundo da logomarca da Revista NORDESTE em seu carro em merchandising, pude comprovar a grandeza dos investimentos e retorno publicitário que o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador tiveram nos últimos trinta dias.
O resultado é tamanho que o governador Jaques Wagner nos disse que está discutindo com a organização da Fórmula Indy uma nova etapa da competição em Salvador. Detalhe: com a participação do adversário prefeito João Henriques, do PMDB, rompidos ha algum tempo.
Trocando em miúdos, a guerra política na Bahia é estrondosa, mas não atrapalha a atraca de investimentos, sejam quais forem, em favor dos baianos.
Outro exemplo no mesmo nível: segundo nos revelou em demorada conversa o diretor do Autódromo Internacional de Caruaru, Pedro Manuel, a Prefeitura local e o Governo de Pernambuco devem fechar na próxima semana a realização em 2010 de uma das provas da STOCK Car na famosa cidade pernambucana.
Palavras dele: Tudo faremos para aportar os recursos que se fizerem necessários porque os investimentos compensam com o volume de negócios correlatos e a superexposição de mídia da cidade, do Estado e de seus valores.
O negócio da STOCK Car tem chamado tanto a atenção desses governos e ainda o Ceará, que também quer levar uma prova para Fortaleza que na prova seqüenciada deste domingo voltada para jovens pilotos a Bahia participou simplesmente com 6 pilotos que, é uma questão de dias, vão estar na etapa principal.
Neste domingo, testemunhei a garra fenomenal do piloto paraibano Valdeno Brito uma fera reconhecida por todas as autoridades da prova pois, mesmo prejudicado ontem nos testes preparatórios por retardatários, saiu em 18º lugar e chegou ao final na 7ª posição levando-o a pontuar e ficar em terceiro lugar em toda a competição.
Ora, um piloto com esta dimensão e vetor publicitário que pode emprestar à Paraíba não pode continuar sendo tratado da forma em que está pelo Governo, que pode questionar o que for, mas punir o piloto mesmo diante de sua performance nacional é injusto e merece revisão positiva porque, neste particular, estamos na contramão dos Estados que, por outra percepção, não se negam a apoiar seus valores para ter visibilidade no mundo, através da prova.
Em síntese, não é demais ponderar para que o Governo reveja a posição e refaça seu relacionamento institucional com Valdeno nos moldes que achar adequado, pois está provado que o piloto tem gabarito e mérito para ter retomado o contrato, agora de merchandising da Paraíba.
E agora, quem vai se pronunciar frente a esta realidade?
Roosevelt nega participação
O Secretário de Administracão Penitenciária, Roosevelt Vitta, disse em demorada conversa conosco, por telefone, que nao tem qualquer participação no que se refere ao processo sobre a dispensa de multa pelo ex-procurador Geral, Marcelo Weick.
– Há dez dias que tenho me ocupado com missões fora do Estado e não tenho conversado com ninguém sobre questoes internas do governo, muito menos sobre Marcelo Weick – assegurou.
Roosevelt disse ainda que não se mobilizou para ascender a outro cargo no governo e que se mantém dedicado ao trabalho.
Ultima
Eu prefiro ser / essa metamorfose ambulante…

