Sejamos realistas: o moído da sucessão estadual ( e até presidencial) não é coisa afeita apenas à Paraiba, como querem supor alguns, portanto, ninguém pode mais negar o fato de que a disputa está posta e ponto final lá na Torre alguém diria para completar e ai.
Dito assim, com o governador José Maranhão reforçado de muito dinheiro advindo de várias fontes, inclusive o empréstimo aprovado pela Assembléia Legislativa, chegou a hora de entendermos melhor os efeitos desse novo cenário a envolver a Oposição.
Aliás, a ela resta o caminho mais lógico da Unidade sem a qual certamente tenderá a favorecer ao esquema governista. O danado é que, olhando assim de longe, dificilmente a Oposição juntará no primeiro turno a candidatura mais forte, a de Ricardo Coutinho, com o ex-governador Cássio (até ai pode) com o senador Cícero Lucena este num esforço enorme e o senador Efraim Morais (este pode).
Repitamos: Cícero por não admitir em hipótese nenhuma convivência com Ricardo será um problema para a unidade da Oposição, mesmo sendo cedo para se falar em cenario definitivo porque ainda tem de levar em conta o PT ( Luiz Couto) que não bica com Efraim outra peça importante, Armando Abilio, Wellington Roberto, a esquerda e tal.
Mas, o maior drama é Cícero que, decididamente, resolveu fincar o pé como faziam os meninos na escola de Dona Nini, lá na Torrelândia, quando não queriam sair do recreio (uma parte boa da escola).
Ora, a possibilidade de três candidaturas existe como projeção mas, quando o tempo passar, Cássio e Ronaldo certamente vao ficar se entre-olhando como a indagar essa possibilidade diante do Governo cheio do dinheiro tirando aliados da Assembléia e municipios podendo o que hoje seria mais factível tomar a decisão de assumir a candidura mais forte e esta não se assemelha à vontade Cícero, eleitoralmente hoje frágil.
Vem a indagação: e onde fica a lealdade? De fato isso preocupa mas não será suficiente para impedir que haja um esforço concentrado, mesmo sem Cícero, buscando derrotar Maranhão já no primeiro turno.
Se for assim, em que partido se dará? No PSDB onde Cícero é presidente? E se for no ninho tucano vao bater chapa em convenção? Na outra hipótese também (outro partido) que legenda seria mais consentâneo?
O fato é que a estratégia maior será tentar unir Cícero com Ricardo, algo tão possível quanto juntar flamenguistas e vascaínos em torno de uma mesma torcida.
A dados de hoje, são estas as reflexões possíveis.
