BRASILIA – Basta meia dúzia de prosa para a amargura saltar dos olhos do senador Cícero Lucena vomitando ato contínuo palavras recheadas de recados e sinalização futura quando se trata de falar da pré-campanha ao Governo da Paraiba.
Sejamos honestos: a mágoa se dirige ao seu próprio seio político partidário, mais proximamente do Grupo Cunha Lima por conta dos ensaios e namoro com a candidatura de Ricardo Coutinho ao Governo já no primeiro turno, e não com a sua a de Cícero.
Se tiver uma dose de vinho tinto por perto, então vamos conter os ouvidos porque é um debulhado de lamentos, como contou um peso pesado da política nacional em conversa com o Colunista no salão Perto de Deus azul, do Senado Federal.
Em entrevista ao WSCOM, como furo, ele deixou escapar que o grupo não seguirá unido se a opção encaminhada for Ricardo Coutinho.
Os cientistas políticos do bairro da Torre acompanhando uma resenha desse nível, na bucha dizem logo: se for por aí vem rompimento na certa levando Ciço, como tratam alguns amigos, para a convivência com o grupo do governador José Maranhão.
Nesse caso não terá meios termos.
Aliás, ultimamente, Cícero anda de convivência muito próximo de agentes políticos como o senador Roberto Cavalcanti, desafeto pessoal do ex-governador Cássio, a exemplo do que se deu na sessão desta quarta-feira onde os dois ficaram juntos durante boa parte do tempo.
Se bem que a cena do plenário não diz 10% das conversas de bastidores que fizeram até amenizar o tom critico do Sistema Correio na direção de Cícero, na proporção inversa do que tem acontecido com Ricardo Coutinho.
Bom, o fato é que Cícero anda descontente, só administrando a hora de botar pra fora todo o seu querer em tom de desabafo. Por enquanto ainda é em dose homeopático, mas a continuar com estão as coisas, a medicação será alopática (química mesma) para todos os lados.
Como diz Roberto, o Rei, coisas da vida/ choque de opiniões.
