O que o portal WSCOM Online havia revelado a dez dias atrás, mesmo com contestações, acaba de se confirmar: o ex-deputado federal Gilvan Freire anunciou seu desligamento do PTB para retornar aos quadros do PMDB partido ao qual foi filiado nos tempos da redemocratização.
Numa leitura superficial do quadro, Freire optou, enfim, pelo pragmatismo da estrutura que lhe foi oferecida para permitir a possibilidade de sua eleição na Câmara Federal, a partir do apoio que terá de lideranças de Patos ( leia-se Francisca Mota e Naborzinho) mais um possivelreforço de Vital Filho olhe lá.
Para chegar a esse estágio, Gilvan precisou adotar a estratégia de Brizola do tipo engolir sapo expressão usada para votar em Lula, na mesma relação proporcional que, na Paraiba, ele tem com o governador José Maranhão de quem passou de critico feroz a companheiro de mesma jornada.
Como já foi dito, ele ganha na estrutura e perde no conceito porque para deixar o PTB usou o argumento pífio de que não acredita mais em Ricardo Coutinho como candidato ao Governo mesmo tendo sido ele o articulador petebista para dizer aos quatro cantos do estado que, enfim, a opção para a gestão estadual estava no novo.
Gilvan, privilegiado orador e exímio conspirador político, chega ao estágio de fortalecimento de seu projeto para a Câmara precisando rasgar muitos dos discursos proferidos até agora ferindo frontalmente a tal coerência mas, paciência, preferindo assumir o pragmatismo tão em voga nos últimos tempos. É coisa do tipo esqueçam do que disse.
Agora, é só aguardar como ele, engenhoso, vai reverberar como discurso o conteúdo que, cá pra nós, deverá se espelhar muito na canção de Raul: Eu prefiro ser/ essa metamorfose ambulante…, do que na cantiga de Pinto do Acordeon, quando diz: Eita vida boa/ aperreada.

