RECIFE – Basta ver os últimos movimentos do governador José Maranhão no interior do Estado, a partir do emblemático ato de assinatura para construção de novo campo de pouso em Cajazeiras, no fim-de-semana, da mesma forma que outras visitas em outras regiões e, nesta segunda-feira, as atividades de relacionamento político com a CUT, Sintep, etc, sem contar a proximidade com o vereador Sérgio do SAC, que deve aderir, tudo isso traduzindo o saldo de quem conhece bem o jogo político do Estado.
Mesmo com seus 74 anos, o que em tese gera lentidão nas pessoas, não é isso o que se vê nas movimentações ligeiras do governador inteiramente embalado na perspectiva de candidatura à reeleição.
Conhecedor do tabuleiro político como poucos, até mais do ponto-de-vista histórico do que o seu principal concorrente, Ricardo Coutinho, Maranhão não perde um só instante de sua agenda, que não seja para articular e preparar o terreno da recandidatura.
Trocando em miúdos, é este conjunto de valores acumulados que fazem de Maranhão um candidato com potencial, portanto, não pode ter o tratamento político, em tese, por parte de Ricardo Coutinho em se tratando de disputa eleitoral como o fez na eleição municipal passada com o deputado João Gonçalves.
Coloquemos os pontos nos iis: Maranhão não é João Gonçalves nem no campo eleitoral muito menos de experiência, por isso ao chefe do executivo da capital, também concorrente, resta mudar a percepção e o conjunto de estratégias porque está diante de um líder habilidoso e muito animado.
Por isso, se faz indispensável acompanhar e entender cada movimento do governador em qualquer que seja o campo porque até quando sonha está fazendo política sem parar.
E isso tem gerado resultados mesmo. Quanto ao futuro, somente Deus dirá.

