Dilma ‘está fora’ e a maior crise de Ricardo

NATAL – Quem diria, a má sorte atingiu de vez a jovem Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, internada ontem no Hospital Sírio Libanês, depois de reagir com crise à reação do tratamento de linfoma em Brasília.

A milhares de quilômetros da Capital Federal, um outro jovem gestor, o prefeito Ricardo Coutinho, enfrentou o mais sério problema de sua gestão – no campo político, que foi a acusação pelo secretario do PSB, de que a ata normatizadora da proibição da saída do deputado Guilherme Almeida foi forjada.

Vamos por parte até porque as situações distintas requerem analises diferenciadas, a começar do drama da Ministra Dilma.

Deus a permita força e recuperação plenas para o exercício do Poder no mais importante pais da America Latina mas, em que pese o otimismo petista/aliado, todos os sinais indicam para a fragilidade ascendente de Dilma no contexto do futuro presidencial.

Não se trata de agouro, mas de constatação que pode até ser desmoralizada no decorrer dos tempos – como se deu em alguns casos, a exemplo de François Miterrand, que governou a França por oito anos, entretanto, a lógica indica que o quadro da ministra é mais do que delicado, impõe ao esquema do Governo a mais difícil situação na fase pré-campanha e 2010.

Na prática, significa dizer que o pragmatismo do PT e dos partidos aliados deverá prevalecer apontando a perspectiva de mudança do nome do(a) candidato(a) a presidente, mesmo com sua previsivel melhora no mais importante quadro sucessório nacional.

Se o PT e aliados quiserem fazer levantamentos em diversos casos, a exemplo de Covas e/ou Antonio Mariz, na Paraiba, certamente que poupará a Ministra de esforço incomum, imerecidamente, por isso vai vingar daqui em diante a tese de terceiro mandato. É o que resta.

Ricardo gera nódoa na sua carreira

No plano municipal, a expectativa é saber o que Ricardo Coutinho vai fazer a partir de agora, diante da acusação de grave erro politico, mesmo projetando discurso querendo desqualificar seus acusadores.

De todas as acusações até hoje, esta é a mais forte crise de postura política de Ricardo – desde seus primeiros passos ate hoje.

– Um líder inconteste não pode adotar, se vingar a acusação do secretario do PSB, a postura de forjar, de desqualificar as mais contundentes ameaças de que ele empregou 52 assessores – disseram alguns pesos pesados ligados a Trocolly admitindo mais problemas à frente, a partir mesmo da saída do vocalista da banda em breve.

A opinião do Secretário

Edir Mendonça depôs no fórum eleitoral da Capital como testemunha do processo movido deputado Guilherme Almeida (PSB), e saiu da audiência com o juiz Aluísio Bezerra afirmando que a ata apresentada por Edvaldo Rosas para justificar a proibição do PSB a nomeação de Almeida na secretaria de Interiorização foi forjada.
De acordo com Mendonça, que na condição de secretário geral é responsável pela digitação das atas das reuniões do PSB, afirmou que no partido não se confecciona mais de um documento para oficializar os encontros.
“Só existe uma ata, a administrativa, que homologamos no TRE para registrar e oficializar as reuniões”, afirmou.

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