A fala de Efraim

A crise aguda no PSB anotada agora com a polêmica da ata, que teria sido forjada em João Pessoa – segundo o secretario Edir Mendonça, se mantém apresentando novidades, a exemplo da acusação de que o dirigente só assumiu a denuncia porque foi admitido em cargo articulado pelo deputado federal Manoel Junior, por isso estaria ‘comprado’ – como disseram alguns ricardistas. Se é assim a peleja está muito longe de acabar.

Pelo andar da carruagem, vai continuar nesse diapasão por muito tempo ainda devendo ate desembocar na disputa do próximo ano.

Na essência da crise, contudo, está um problema de raiz, também aplicado a todos os demais partidos do Estado, que é a postura ‘mão de ferro’ que poucas lideranças tem sobre as legendas sufocando qualquer movimento de democracia plena nos partidos. A exceção recai sobre o PT e o PC do B, embora gravitem tentativas de manobras.

Objetivemos: a cultura de mandonismo tomou conta não só do PSB, um partido de raiz socialista, como do PMDB ( leia-se José Maranhão), DEM (Efraim Morais), PR (Wellington Roberto), PP (Enivaldo Ribeiro), PDT (Damião Feliciano), etc.

Trocando em miúdos, os partidos se transformaram em feudos de poucas lideranças impedindo que outros lideres se manifestem na perspectiva de maior participação no debate e encaminhamento do futuro partidário gerando assim acumulo de frustrações e crise contidas não se sabe até quando.

Isso é tanto verdade que, se fosse dado o direito da maioria dos demais lideres se manifestar, poucos teriam, pela livre vontade das bases, a condição de dirigente máximo mantida fielmente.

Ao abordar tema tão delicado, justiça seja feita, o PT não comunga com essa cultura – ao contrário parte até para a demasia do debate interno.

Mas, até mesmo o PMDB já conviveu com momentos de maior flexibilidade na distribuição do poder quando o então presidente Humberto Lucena conseguia partilhar muito bem o poder com Antonio Mariz, Ronaldo Cunha Lima, José Maranhão e todas as demais lideranças regionais. Nunca, enquanto Humberto foi vivo, prevaleceu a força de um grupo sobre o outro.

Em síntese, ou as lideranças se apercebem desse fosso ou vao conviver mais tarde com sérios problemas, sobretudo se perderem a força da caneta.

Por isso a lista fechada não passará no Congresso Nacional.

Quem viver, verá.

O Plano B em andamento

Prestem atenção: não há, sob hipótese alguma qualquer arranhão entre o governador Maranhão e os irmãos Vital (Veneziano e Vitalzinho), que apostam as fichas na reeleição do atual chefe do executivo, entretanto, isso não é suficiente para tirar deles o engenho e determinação para a construção sutil e dedicada do tal Plano B.

As conversas são muitas, intensas, e já produzem efeitos em municípios diferentes do Estado.

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