A sexta-feira de Cafuçu, de véspera mesmo do
Carnaval aqui e alhures expõe uma rotina natural para a maioria das pessoas neste Estado, menos para uma a mais sentida, mais afetada e mais exigida para dar a volta por cima. Quem atende por essa condição nefasta e de perspectiva chama-se Cássio Rodrigues da Cunha Lima.
Em pleno clima de carnaval, ele é a expressão da quarta-feira de cinzas em que, passados os festejos, o sentimento predominante é de melancolia, como se nada de bom tivesse acontecido em meio a realidade nua e crua.
Para os homens materialistas, o saldo da vida atual de Cássio traduz erros materiais de confiança humana. Há, quem conviva com a força do espiritualismo a dizer: ele vive e paga o Carma de líder com perfil diferenciado e motor das emoções em nível que poucos conseguem dominar e explodir.
De fato, por esses dois ângulos, Cássio deve estar pagando pela confiança exacerbada na Justiça e na forma de Defesa que delegou; hoje falha se examinado o processo como um todo.
Mas, cá pra nos distante do pragmatismo, há tempo que Cássio paga um preço enorme de ter sido Líder estadual em pouco tempo; por ter encarado os leões contrários ao seu pai, Ronaldo, e seus familiares na defesa comum à quem defende sua própria pele; e, sobretudo, por delegar a aliados missões fundamentais para as quais não estavam preparados.
Mas nada é maior do que a sua superação nas fases anteriores agora tratadas.
Se reparar bem, sempre nos maiores desafios quando ele resolveu encarar a parada, os resultados sempre lhe foram favoráveis; menos agora, onde mais dependeu dos outros.
Só que a vida é feita da contradição de altos e baixos cabendo a ele, se quer manter-se nesse mundo de alternâncias, a capacidade de recomposição de ânimos e chamar para perto de si as lutas e companheiros da reconstrução da anima e da perspectiva.
Cássio será senador, no mínimo, mas poderá continuar sendo a palavra balizadora no sentido de que, para onde pender, poderá ser decisivo.
Agora só compete a ele sabendo que seu adversário é raposa diante do galo.
