Há uma preocupação entre setores da sociedade paraibana quanto ao desfecho da greve dos delegados civis do Estado cujo processo de mobilização da honrada classe não consegue adesão da sociedade, como pretendido, porque a impressão predominante é de inoportunidade do movimento paredista em meio a conquistas da categoria em tempo recente.
Comungo com as teses de respeito a todos os processos reivindicatórios, entretanto, a manutenção do status quo da greve atual tem gerado um fosso perigoso porque, mesmo em tempo de alta freqüência populacional do verão no litoral paraibano a partir de João Pessoa, a existência da ação efetiva da Policia Militar conduz o movimento paredista policial a um isolamento danoso para a própria categoria.
Tudo bem que os danos se processam com preocupação porque há acumulo de demandas (inquéritos, ações policiais, etc) diante da greve, entretanto, exceto em setores interessados na crise política, majoritariamente não se vê, não se constata nenhuma adesão da sociedade muito pelo contrário.
Ora, não tem jeito: ou se encara este momento e parte-se para uma saída imediata ou a corda esticada a cada dia certamente que produzirá um estágio de muito desgaste para a categoria podendo, por conta dessa radicalidade inoportuna, afetar as próprias reivindicações a curto espaço de tempo.
Como lembrava Che, é preciso endurecer, mas sem perder a ternura, jamais. No caso em tela, os delegados criaram um bicho processual, agora sem saber como construir a saída. Mas, enquanto existir razão, ela (a saída) precisa vingar já.
De olho na crise financeira
A reunião dos representantes da Comissão Interpoderes nesta segunda-feira, em João Pessoa, atesta a preocupação com que cada um dos Poderes precisa encarar e, no caso de agora, avaliar conjuntamente para evitar efeitos danosos ao conjunto da estrutura de Poder no Estado.
Cada um deles, ou seja, cada instância de Poder precisa estancar possibilidades de investimentos desnecessários pela ótica da prioridade até porque a fase é de cautela, muita cautela.
Vamos ver no que dará esse novo encontro.
Última
O olho que existe/
É o que vê…

