É uma questão de crescimento gradual, ano após ano, mas neste verão de agora a cidade de João Pessoa se apresenta entupida de gente advinda dos mais diferentes recantos curtindo nossos primeiros passos de Destino Turístico com letras maiúsculas. A crise do mundo favoreceu, estimulou.
Não somos ainda Grande Destino, mas todos os indícios apontam nessa direção em breve o que é bom e ruim, conforme filosofa José Dimas de Medeiros, eterno presidente do Íbis da Torre, melhor clube amador do Estado de todos os tempos.
A tese à lá Dimas é simples: se é bom para a economia que gera emprego e renda, nem sempre é a mesma coisa de boa diante dos desvios próximos do Turismo vide Natal, Recife, Fortaleza e a gota serena no bem dizer.
Não precisa ser Fidel Castro nem Che Guevara, que discursavam duramente contra o Turismo por anteverem a imposição da prostituição, sobretudo pela cambada de turistas vindos do gelo europeu. Muitos dos danados só pensam naquilo.
Mas, o fato é que João Pessoa está abarrotada dando lucro danado aos bares, restaurantes, shopping centers ocupando calçadas e ruas com o jeito paulista de andar e se bronzear gerando lucros para os produtos de proteção solar.
Nesse contexto, entretanto, preocupo-me pela pouca expressividade das opções culturais, mesmo eventos, próximos de nossa cultura verdadeira. O Centro Histórico, descuidado, não oferece lugares adequados para visitação e lazer, exceto passeios e fotos diante de nosso patrimônio, por isso os produtores culturais e a própria estrutura de Cultura oficial (vide Funjope) precisam providenciar mecanismo de alternativa para os turistas.
Cadê a apresentação de nossas manifestações?
Embora seja de alçada da Setur (Turismo) essa animação nova, não a Estação Nordeste, chega como desafio para o transoceânico multimídia e intelectual Walter Galvão também Peixoto de Vasconcelos Filho, nome de general.
O desafio está posto.

