A esta altura do campeonato tem muita gente conversando sobre o que deve, ou não, acontecer em termos de futuro do processo político da Paraíba mas, sinceramente, não existem tantas opções assim, como alardeiam.
Uma das premissas fundamentais para todos os grupos políticos em voga no estado, a que mais se impõe como única e intransferível é: a transição de 2010 para o Governo e Senado já começou.
Poderemos apontar alguns cenários mas, neste momento, um dos mais cobiçados passa pela figura em ascensão do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.
Alguém mais exigente pode dizer: e por que não inserir os demais lideres do processo? Claro que precisamos, só que dos emergentes o presidente do PSB tem caráter de distinção.
Ricardo tem três opções básicas a ter de optar e urgentemente:
– A primeira é manter-se ao lado do senador José Maranhão como, por exemplo, candidato ao Senado ao lado da outra vaga a ser ocupada pelo empresário Roberto Cavalcanti hoje suplente e fazendo de tudo para ascender no cargo. Nesse caso, o PT ficaria apenas com a vice;
– Tem uma segunda: construir com o PT e os demais partidos de esquerda uma condição bem articulada para gerar um novo projeto de Governo ao conjunto da Paraíba, embora nesse caso tenha de levar em conta um acordo/situação que tem tudo a ver com a terceira opção:
– Assumir como novo processo uma composição com o governador Cássio, o PT e demais partidos nessa direção algo já comentado mas não assumido por eles.
Desse conjunto de opções, certamente que uma delas vai merecer decisão e abrigo por parte de Ricardo sabendo desde já que vai modificar o rumo das coisas no campo do Governo e da política no Estado.
Quem viver, verá.