RECIFE – Indiscutivelmente, o presidente Lula é um craque na concepção da palavra. Nesta terça-feira de articulação política dos governadores do Nordeste, mais Minas e Espírito Santos, buscando pressionar o chefe da Nação para exigir mais recursos, eis que Lula antes do peditório enquadrou todos eles com a seguinte tática: mandou os ministros relatar os investimentos do Governo nos 9 Estados como prestação de contas com direito ao acompanhamento da Mídia Nacional gerando algo do tipo: bom, tenho feito aqui mais do que noutras regiões, portanto, que vocês querem mais?.
Foi mais ou menos assim a essência da tática de Lula, que se dispôs a conversar com os governadores sem ignorar os anseios dos Estados, mas sempre advertindo para os riscos da crise financeira internacional já afetando o Brasil.
Mas, em que pese a agenda ter apresentado dados favoráveis ao desempenho do presidente, os governos do Nordeste ainda não encontraram uma forma de dobrar Lula para a etapa de 2009 em diante na busca de mais obras e recursos.
Nos bastidores, contudo, chamou a atenção os comentários de diversos governadores e ministros sobre o affair da cassação do governador Cassio Cunha Lima sempre na direção de torcer pela superação do caso.
O ministro José Mucio foi o mais enfático no trato da questão quando rebateu a tese de que o PT e o PMDB foram responsáveis com suas pressões pelo resultado no Tribunal Superior Eleitoral. Cássio sempre foi tratado como aliado, argumentou.
Aliás, em Recife, o governador paraibano não repetiu sua performance de acesso fácil aos jornalistas preferindo evitá-los.
Cássio resolveu adotar a estratégia de buscar resolver a difícil batalha no TSE sem gerar duelo algum com qualquer que seja o ator da cena política a envolver a questão de seu mandato.
No Maximo, chamou a atenção um fato social localizado, que foi ter participado ontem de um jantar na casa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com o presidente Lula, Ariano Suassuna, José Múcio e outros convidados.
A presença de D. Silvia
De todas as nove reuniões de governadores ao longo dos últimos dois anos, o de Recife foi o único que contou com a presença marcante da primeira Dama, Silvia Cunha Lima.
No Salão Nobre, sentou diante da mesa dos governadores sempre muito atenta a tudo.

