RECIFE – Conviver com a inquietude e ousadia de Pernambuco, a começar pela megalópole Capital, permite no meu quengo torrelandense a sensação de que a bravura da Nação Pernambucana está nas pessoas, muitas delas destemidas, sem abdicar do debate contínuo sempre em busca do crescimento social, a partir das conquistas econômicas, políticas e culturais.
Mutatis mutandi considero a politização de Pernambuco, como da Bahia também, com mais resultados efetivos do que no nosso caso doméstico, da aldeia chamada Paraíba.
Para compreensão de meus irmãos de passado e presente: na Terra de Alceu Valença, o pau na política é intenso entre Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, José Múcio, etc, mas nenhum deles abstrai da prevalência a luta por mais conquistas, ou seja, a luta é por quem faz mais por Pernambuco. Acho isso fantástico e arretado.
Não é, infelizmente, o que acontece em nosso querido Torrão, onde a luta autofágica só serve para tentar matar um ao outro desrespeitando as grandes lutas do Estado daí o crescimento menos afoito do que poderíamos fazer e ser.
De forma humilde, serena, mas incisiva, ando muito preocupado com os rumos dados ao processo democrático de 2010 já a partir do resultado das eleições municipais porque as bandeiras até agora expostas são instrumentos do atraso, a exemplo da instigação de confronto entre João Pessoa e Campina Grande pela pura busca do Poder.
Ontem, em contato com alguns professores doutores da UFPB, fiquei mais preocupado ainda quando, pelos relatos deles, tem crescido a cultura da idolatria na Política produzindo nas novas lideranças políticas uma sensação de insensibilidade para o debate honesto, logo gerando pelos seguidores uma leitura equivocada de que qualquer discordância significa estar contra seu Líder.
Se é e for assim, ou seja, se nossos lideres emergentes estiverem sendo ungidos pela ovação e não pelo respeito à formação democrático fruto do debate construtivo, vamos estar diante do retrocesso, mesmo sendo elas pessoas jovens em ascensão na Política.
E aí, sendo mais objetivo, Ricardo Coutinho, Veneziano, Efraim, Cícero, etc ou quem for candidato ao Governo do Estado precisam compreender que a disputa de 2010 precisa ser construída em seu devido tempo priorizando propostas para um novo momento da Paraiba com muito debate sem a cultura de demonizar quem, por algum motivo discorde pontualmente desse ou daquele enfoque dado por cada uma das lideranças.
Sobretudo, a militância de Ricardo e Veneziano precisa reaprender a conviver com a discordância porque seus lideres são de carne e osso e não Messias, como alguns tentam conceituar.
Ainda voltaremos ao assunto.