Como RC escolherá Vice

BANANEIRAS – O prefeito Ricardo Coutinho anda muito atento quanto aos movimentos produzidos pelos partidos aliados para indicação do Vice, no lugar que já foi de Manoel Júnior, mas não abdicará do comando absoluto junto ao Conselho Político quanto a escolha do seu companheiro de chapa.

Nestes últimos dias temos conversado com pessoas do núcleo duro do Coletivo em torno do prefeito, tanto que ousamos apontar alguns aspectos especiais para cobrança futura.

Por vários fatores, Ricardo já tomou algumas decisões diante de premissas que levará a cabo até o último instante:

1) Vai cobrar do senador Jose Maranhão que aplique o acordo de 2006 com ele, segundo o qual a cessão à època do Vice-governador Luciano Cartaxo, do PT, implica em escolha livre por ele do Vice-prefeito em 2008;
2) Para ele, os dois partidos (PMDB e PT) trabalham com a perspectiva de poder no Governo do Estado nos próximos tempos, portanto, têm espaços nobres a ocupar;
3) Quanto ao PT, ele entende que está contemplado desde a sucessão de 2006 com a vice na Paraiba;
4) Não abre mão, sob hipótese alguma do Conselho Político indicar apenas dois nomes por agremiação, ou seja, não vai levar em conta a indicação de quatro nomes pelo presidente do PMDB, senador Jose Maranhão, tanto que está pronto até para a hipótese de não contar com o apoio dos pemedebistas;
5) Tem mais: defende com convicção de que o PSB está abrindo a indicação de cabeça-de-chave para os aliados de Esquerda, como se deu em Natal para a petista Fatima Bezerra, o mesmo acontecendo com Fortaleza e Recife cedendo ao PT, por isso em João Pessoa vai exigir a aplicação da recíproca;

Em síntese, Ricardo comanda um projeto de longo alcance passando por 2008, mas como conseqüência imediata em 2010 quando para ser candidato ao Governo precisando ter um nome de sua irrestrita confiança, o que desfrutam Edvaldo Rosas, Luciano Agra (em grande ascensão nos bastidores) e ate Nonato Bandeira, em caso de desempate.

Nos últimos dias, a Coluna tem recebido informações seguras de que o prefeito está decidido a radicalizar para manter a essência do Conselho Politico e o comando do processo a desaguar em 2010 cercando-se de acordo coletivo e de alguns valores particulares, como o é o caso da escolha de quem possa confiar plenamente.

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