O presidente perdeu a chance

Tudo bem que cada magistrado tem seu modo próprio de ser, comumente arredio à superexposição, mesmo assim arrisco a dizer que o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Jorge Ribeiro, desperdiçou uma chance especial para apresentar de forma tranqüila e definitiva sua posição acerca das duas cassações do mandato do governador Cássio Cunha Lima. Estava em casa e com tudo a seu favor.

Frente a frente à Imprensa, esta mesma já receosa de abordar o magistrado sobre o que toda a sociedade queria saber, o desembargador frustrou quem imaginava num dos momentos sua opinião sincera sobre tantos questionamentos feitos ao desempenho do Tribunal nos processos em que julga o governador Cássio.

O desembargador restringiu seu contato com a imprensa limitando-se exclusivamente a falar sobre orientação acerca de como o eleitor deve proceder nas questões ligadas ao alistamento, transferência de domicilio, etc, tudo matéria de alto interesse, mas uma “grão de areia”, tiquinho de nada, se comparado com o que o povo gostaria de saber, através da imprensa, que era a versão formal do TRE.

O fato é que as explicações técnicas do alistamento foram amplamente expostas sem tergiversações, menos as indagações que no inconsciente e/ou no decorrer dos dias, alias, mais dias menos dias, em determinado momento ele haverá de falar como homem integro que o é.

Mesmo assim, em tudo, fica o clima de indagações sem respostas, um cenário incompleto como se falar a verdade em hora devida significasse a inoportunidade tão esperada por tanta gente, menos para o mui digno presidente que, no principal do pretendido, entrou mudou e saiu calado.

Até quando? Ah isso só ele mesmo pode responder.

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